J’avais que parler de ce sujet…
Como qualquer coisinha que acontece vira motivo para o maior estardalhaço, principalmente da imprensa, essa semana não se falou de outra coisa a não ser do terremoto que aconteceu em São Paulo e mais quatro estados. E foi ótimo, porque deu um descanso para os ouvidos do caso Isabella, cujo assunto não agüento mais ouvir uma vírgula.
O problema é que o terremoto não foi grande coisa, nada caiu, ninguém morreu e não se teve relatos de vítimas. E ainda assim, foi um sensacionalismo impressionante. A ponto do infame Geraldo Luís, do Balanço Geral da Record, sair com câmera e microfone às ruas só para falar com o povão assustado. Uma enorme falta de assunto.
Como no Brasil não é comum haverem terremotos, aqui virou novidade. E foi um tremorzinho de nada. A maioria das pessoas com quem conversei nem sentiu, ou achou apenas que foi um ônibus ou caminhão passando na rua.
Comigo foi assim: eu estava no micro nessa hora. Começou com minha mesa tremendo, depois o monitor tremendo junto, até a janela começar a vibrar também. Foi muito rápido, durou menos de cinco segundos. Fiquei com aquela sensação de o que foi isso? Meia hora depois, pipocaram notícias na imprensa e perguntas no Yahoo! Respostas. E um conhecido me chamou no MSN, em pânico, porque mora muito alto e achou que tudo fosse cair.
Minha impressão sobre isso: no fundo, adorei ter participado de um terremoto, e que venham outros.
