Arquivo para Maio, 2008

Dehors de la parade

Posted in Cinéma et DVD, Ma vie privée com as tags , , , , on Segunda-feira, Maio 26, 2008 by Fantôme

Pergunta se eu fui nessa parada… Depois que eu li os jornais, vi que ganhei muito mais ficando em casa.

Já no sábado, apareceu um garoto conhecido nosso. Mal-resolvido que só ele, vive dando pistas: nunca ficou com menina, mora com um garoto gay assumido que deve ser namorado dele, foi nessa ou naquela balada, conhece várias gírias e ainda assistiu Queer as Folk. E jura que não é gay, e que conhece essas coisas pela convivência com o cara. Tá, também acredito em Papai Noel e no coelhinho da Páscoa…

Mas vamos aos filmes, que foi o mais interessante:

Pet Shop Boys – Cubism

Assisti pela quarta vez a esse show gravado no México, para compensar a raiva de não ter ido quando eles se apresentaram em São Paulo. O show é simples, com poucos efeitos de palco e alguns dançarinos, mas tem todas as músicas conhecidas e tem aquele gosto de nostalgia para quem viveu os anos 90. E com Neil Tennant em plena forma.

Ponto de Vista (Vantage Point)

A idéia é boa: um atentado a bomba contra o presidente dos EUA é mostrado do ponto de vista de cinco pessoas diferentes que estavam lá. Com várias pistas falsas e reviravoltas, o filme é meio fraco porque não cumpre o que promete. Ainda assim, tem muita ação e é um bom passatempo.

Shortbus

Nunca vi um filme “normal” tão pornográfico quanto esse. Não tem nem história, apenas mostra um clube onde a putaria rola sem qualquer limite, um casal gay que procura um terceiro parceiro, uma conselheira matrimonial que não consegue ter orgasmos e uma maluca homônima da Jennifer Aniston mil vezes mais feia do que a original e com mania de tirar fotos instantâneas.

Na verdade, o nível do filme se conhece pela cena de sexo a três, na qual um deles começa a cantar Star Sprangled Banner enquanto lambe o rabo do outro, que começa a fazer o mesmo usando o pau do terceiro de microfone…

Update:

Inferno Na Torre (The Towering Inferno)

É a sexta vez que eu vejo esse filme e nunca me canso. Até porque hoje em dia não se fazem mais filmes como esse. A velha história de um imenso prédio que queima no dia da inauguração já é bem conhecida, e vale a pena rever sempre.

Dans la peau d’un jeune homo

Posted in Litterature gay com as tags , , , , on Sexta-Feira, Maio 23, 2008 by Fantôme

Aqui eu vou falar de um livro muito interessante que eu comprei em Paris:

Se eu tivesse a oportunidade de ler esse livro uns 20 anos atrás, minha vida seria bem melhor. Seria capaz de entender, ainda naquele tempo, de que ser gay não é nenhum problema, e que poderia me aceitar bem melhor. Mas como nem tudo é perfeito, só fui lê-lo agora, e o tempo não volta mais… Por isso, é ótimo que existam livros como esse, uma bande dessinée que trata de forma bem-humorada um tema complicado, a descoberta da homossexualidade na adolescência.

Dans la peau d’un jeune homo (na pele de um jovem gay) conta a história de Hugo, um jovem de 14 anos que sem saber o porquê, descobre que não é igual aos outros meninos. Tem vergonha de trocar-se no vestiário, é péssimo no futebol, assusta-se com gestos bruscos como tapas nas costas e se policia para se não faz nenhum gesto que revele sua homossexualidade. E ainda é amigo das meninas, inclusive das mais feias da escola, sentindo-se um peixe fora d’água ao lado dos outros meninos. E a única menina que lhe desperta interesse é Chloe, que além de bissexual, quando vista de costas parece homem.

A história jamais é contada em primeira pessoa. Em vez disso, é como se fosse uma conversa com o leitor. Imagine, por exemplo, você indo comprar uma revista gay e (como se isso fosse enganar alguém) ainda leva L’équipe e Le Monde Diplomatique só para disfarçar. Qual gay nunca fez isso? Eu só me lembrei quando eu alugava um pornô gay e outro hetero…

E ainda mostra o que é confiar um segredo para as pessoas erradas. Hugo se assume para um padre que logo pergunta: você já transou? Diante da negativa, vem com os famosos conselhos: então nem comece. Nem mesmo masturbe-se. Isso não te fará feliz. Você ainda está em tempo de se recuperar. Como se padres tivessem mesmo tanto direito assim de se meter na vida de uma pessoa…

E no fim, a pior hora, a que Hugo se assume para os pais e ainda arruma um namorado. É a pior parte do livro, muito clichê, que mostra só a parte boa de sair do armário. Por exemplo, ganha respeito do irmão homofóbico mas nunca mostra que pode rolar a possibilidade de ser expulso de casa por causa do preconceito.

Enfim, é uma boa leitura para adolescentes e adultos gays que vão se identificar com as situações vividas por Hugo.

Dans La Peau d’un Jeune Homo (Hugues Barthe, Hacchete Littératures)

Du cinéma dans le vol

Posted in Cinéma et DVD com as tags , , , , on Quinta-feira, Maio 22, 2008 by Fantôme

Pela primeira vez, assisti a três filmes de uma só tacada, durante o vôo de volta de Paris. Mais porque eu estava sem sono e não tem muito o que se fazer.

Eu Sou a Lenda (I am Legend)

Espécie de Náufrago pós-apocalipse ainda pior que o original. Robert Neville (Will Smith) é o único habitante de numa Nova York devastada, com mato crescendo e com cervos e leões andando como se estivessem na selva. Tentando não enlouquecer com a solidão, passa o dia inteiro caçando cervos, mandando mensagens pelo rádio na esperança de encontrar alguém vivo, e à noite tentando achar a cura para o vírus que dizimou toda a humanidade menos ele – e nem ao menos explica porque ele é imune. Além de fugir de perigosos mutantes que só saem à noite.

O chute no saco vem depois: uma garota (a brasileira Alice Braga) com um filho, aparece do nada e tenta levá-lo para Vermont, onde diz haver colônia de sobreviventes também imunes ao vírus, e que soube dessa colônia através de uma mensagem de Deus. Claro que Neville não acredita nessa conversa, mas logo cede quando a coisa fica feia. A certa altura, ele se mata para salvar a garota e ela vai para a colônia já com a fórmula da cura. Ou seja, Neville é um cara que morreu para salvar a humanidade. Parece mais papo de crente.

Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro (Mad Money)

Se for tão fácil assim roubar o Banco Central e ainda sair ileso, eu juro que vou tentar arrumar um emprego de faxineiro por lá. Comédia ruim de doer que mostra uma mulher meio maluca (Diane Keaton, que deve estar em final de carreira) que se acostumou a viver na boa vida e do dinheiro do marido (Ted Danson, idem) e vê sua vida ruir depois que este perde o emprego e está endividado. Ela é obrigada a limpar vidros e vasos sanitários do banco central norte-americano, mas logo descobre um jeitinho de dar um cano roubando dinheiro velho e que já saiu de circulação. Para isso arrasta duas colegas: Nina, uma mãe solteira (Queen Latifah) e uma drogada (Katie Holmes) que também estão na pior. Ainda tem um segurança que entra de cúmplice de olho na Nina, e um advogado que livra a cara de todos. Como se não bastasse o absurdo da história, ainda mostra que se pode usar o celular num lugar que se diz prezar tanto a segurança.

Antes de Partir (The Bucket List)

Você é um cara muito rico, que fez fortuna construindo hospitais públicos, descobre que está com câncer e que não tem mais do que um ano de vida. Daí o que você faz? Aproveita essa grana e esse pouco tempo que resta, faz uma lista do que lhe falta fazer, pega o cara da cama ao lado que você nunca viu antes e que também está nas últimas e viaja por todo o mundo com ele. Se não fosse pelo Jack Nicholson e pelo Morgan Freeman, esse filme com essa história muito fraca com certeza passaria despercebido.

Paris, à bientôt…

Posted in Des conjectures, Ma vie privée com as tags , , , , , , , on Quarta-feira, Maio 21, 2008 by Fantôme

E eu já estou de volta, após uma semana turbulenta na cidade-luz. A viagem foi um tanto atrapalhada, com tanta coisa saindo errada que eu prefiro contar apenas a parte boa.

Em primeiro lugar, foi uma surpresa ter conhecido o subúrbio, o Le Kremlin-Bicêtre. Um lugar tranquilo, seguro, com boas opções de hospedagem e alimentação com preços mais em conta dos que na capital. Também almocei nos restaurantes da Chinatown parisiense, um muito bom e outro do tipo buffet à volonté muito meia-boca (e que cobrava a conta antecipadamente). E falando em comida, nunca comi tanta carne de cordeiro na vida – e já estou com saudades.

De novo, o que deu para conhecer além daqueles programas manjados foi o Marais, que acabamos voltando trës vezes – e o DDR, mais uma sozinho. A livraria Les Mots à la Bouche me surpreendeu, é tudo que a finada Futuro Infinito tentou ser em São Paulo e jamais conseguiu. A Torre Montparnasse é pouco conhecida, e por isso pouco procurada pelos turistas e dá um baile na Torre Eiffel, dando uma visão privilegiada de 360° de Paris.

Já o tão falado Château de Versailles… bela porcaria aquilo. Um museu do Ipiranga melhorado. Quem gosta de história, o que não é meu caso, até pode achar graça em ver tanta velharia com a cara do Louis XIV. Achei um tédio, e só o jardim do lado de fora é que vale a pena. Assim como o Centre Pompidou, cujo lado de fora também é mais interessante que o de dentro. É só mais um lugar de exposições com uma biblioteca, parecendo o SESC ou Centro Cultural. Em São Paulo existem vários desses lugares e muitas vezes gratuitos. Já o Pompidou cobrava módicos 12 euros para visitá-lo. Nem perdemos tempo.

Enfim, ainda quero voltar a Paris um dia, para terminar de ver o que não deu nessa e nem na primeira. E depois disso, visitar a cidade-luz de novo só daqui a uns bons anos…

Un Fantôme en Paris

Posted in Litterature gay, Ma vie privée com as tags , , on Quarta-feira, Maio 14, 2008 by Fantôme

Pois é, aqui estou em Paris. Estou desde domingo passado aqui, curtindo demais essa que é uma das cidades mais lindas do mundo. Eu já tinha deixado pistas mostrando fotos só para quem conhecesse mesmo alguma coisa da cidade, e não enchendo com clichés como Torre Eiffel, Arco do Triunfo ou Avenue des Champs-Elysées. A viagem, apesar de alguns tropeços iniciais, está sendo ótima. Clima gostoso, muita gente bonita na rua e com muito o que se ver e fazer. E eu nem imaginava que ia voltar aqui um dia, eu que já estive aqui há alguns anos.

Os problemas ficaram por conta do pra variar péssimo serviço da TAM, que causou mais de duas horas de atraso, das alfândegas brasileira e francesa que adoram criar problemas, e da novela que é chegar do aeroporto até o hotel sem pagar táxi, que é uma loucura de tão caro.

Além disso, o nosso ilustre companheiro de viagem, o DDR (a quem eu agradeço demais por estar emprestando o notebook e ainda pagando uma conexão wireless) quase foi barrado na imigração, que nem olha na cara da maioria dos brasileiros que passam por lá. E era sua primeira viagem internacional. Logo imagina o branco que ele ficou quando começaram a fazer perguntas (e ele não fala francês). No final, ele passou, aquela lá não é a imigração espanhola (pelo menos por enquanto).

Eu concluí que estou precisando retomar minhas aulas, porque minha compreensão oral está péssima. E ando tendo problemas com meu francês, ao confundir haricot (no caso, vagem e não feijão) com carrot (cenoura). E ouvir alguém falando francês aqui é bem diferente das aulas. Mesmo assim, dá para praticar um pouco.

E eu já fiz tudo que um turista faz – visitar a Torre Eiffel, museu do Louvre e andar na Champs-Elysées – e ainda descobri o Marais, um bairro gay que é tudo que falta em São Paulo. Visitei uma livraria gay, comprei dois livros, andei muito pelas ruas, tomei muito chope nos bares de lá, e até o DDR que não é gay se acabou por lá. É muito bom fugir da rota turística e dos pacotes de viagem dessas CVCs da vida, e poder descobrir coisas novas. E ainda tenho mais quatro dias para curtir.

J’écris plus après. Au revoir.

Enfin, le voyage

Posted in Não classificado on Sábado, Maio 10, 2008 by Fantôme

C’est mon dernier texte avant le voyage. Voici un vidéo seulement pour vous donner le goût.

Este é meu último post antes da viagem. Aqui vai um vídeo só para dar um gostinho…

Au revoir.

Bon voyage II

Posted in Ma vie privée com as tags , , on Sábado, Maio 10, 2008 by Fantôme

Eu estava a fim de fazer outro blog, apenas para registrar a viagem. Já fiz isso uma vez e deu muito certo. Só que nem sempre vou ter internet para registrar cada passo – coisa que eu fazia sempre que podia. E na boa, para onde eu vou, nem precisa de diário de bordo porque já tem muita coisa a respeito. Mas quem sabe até lá eu mudo de idéia.

No que depender de mim, vai ser mais uma viagem para passear e se divertir mesmo. Não estou com grana para ficar gastando. Da mesma forma de como foi para Brasília, tou indo mais porque ganhei a passagem de presente e tem lugar para mim no hotel pagando muito pouco.

D’ailleurs, meus planos para hoje: cortar o cabelo, fazer a barba. E depois, o maior inferno pelo menos para mim em qualquer viagem: arrumar as malas. Adoro viajar, mas arrumar mala é o fim. E todo aquele estresse de aeroporto, check-in e espera também. Aliás, estou há tanto tempo sem ver aeroporto que vai ser minha primeira viagem depois dos acidentes da Gol, TAM e a crise aérea, que aliás por causa dela que fui a Brasília de ônibus.

Mas é isso. Vou dar início aos preparativos. Depois conto as novidades.

Bon Voyage

Posted in Não classificado com as tags , on Quarta-feira, Maio 7, 2008 by Fantôme

No ano passado, a coisa mais interessante que eu consegui fazer em termos de sair de São Paulo foi conhecer Brasília. E fui mais porque ganhei a passagem, quem ia mesmo desistiu na primeira (e não última) hora.

Bem, dessa vez tou pra fazer uma viagem que até três meses atrás, eu estava torcendo para não ir. Minha saúde anda complicada, eu estava cheio de dívidas (e ainda não paguei todas), precisando de tratamento dentário e sem o menor pique para agüentar viagem. Era melhor que dessem a passagem para outra pessoa e ela reembolsava. Mas eu devo mesmo ser uma ótima companhia de viagem, já que quiseram tanto minha presença. E eu, sinceramente, não estava nada a fim.

Pois bem, vou viajar e pronto. Já está tudo acertado e não tem como voltar atrás. Passagens, reservas de hotel, seguro-saúde, dinheiro e até bolsas, daquelas de esconder por dentro da calça, já foram providenciados. Vou com o namorado e mais um amigo, que está quase surtando de tão ansioso e não vê a hora de sábado chegar. De nós três, ele é o que mais está ansioso por essa viagem, contando cada minuto.

Bom, chega de papo. Depois eu dou mais detalhes.

Ronaldo et les travestis

Posted in Des conjectures com as tags , on Sexta-Feira, Maio 2, 2008 by Fantôme

Non, je ne parlerai pas sur Ronaldo et les travestis. Je trouve seulement que s’il aime à eux, il peut faire ce que bien comprendra de lui vie.

Ça suffit!

Whitesnake Starkers In Tokyo

Posted in Musique com as tags , , , , , , on Quinta-feira, Maio 1, 2008 by Fantôme

Finalmente consegui ver esse show, gravado em 1997 no Japão. É um show muito intimista, apenas voz e violão, com dois remanescentes das milhões de formações que o Whitesnake já teve: David Coverdale nos vocais e Adrian Vanderberg na guitarra. Daqueles para se assistir em silêncio, se deixando levar pelo clima. Muito diferente para quem está acostumado àquela barulheira que geralmente são os shows do Whitesnake.

O maior problema é que Coverdale parece ter esquecido de tudo que fez antes do álbum Slide It In, de 1984, e só canta as músicas dessa fase até hoje. A não ser a jurássica Here I Go Again, já regravada pelo menos duas vezes. Está lá também Love Ain’t No Stranger, a mais batida do Whitesnake e que já foi comercial de Hollywood. O resto são as melosas Can’t Go On, Too Many Tears e Is This Love, da última fase da banda antes de se desfazer e voltar várias vezes, com várias formações diferentes.

Mas pouco importa, o vozeirão do Coverdale supera qualquer repertório. E como brinde, alguns erros de gravação em preto e branco gravados com o que parece ser uma câmera de celular, com Coverdale tentando cantar Fool For Your Loving e esquecendo a letra.

O show vale tanto a pena que dá para perdorar a horrorosa edição brasileira da NBO, com propagandas e sem legendas para as músicas.