Pela primeira vez, assisti a três filmes de uma só tacada, durante o vôo de volta de Paris. Mais porque eu estava sem sono e não tem muito o que se fazer.
Eu Sou a Lenda (I am Legend)
Espécie de Náufrago pós-apocalipse ainda pior que o original. Robert Neville (Will Smith) é o único habitante de numa Nova York devastada, com mato crescendo e com cervos e leões andando como se estivessem na selva. Tentando não enlouquecer com a solidão, passa o dia inteiro caçando cervos, mandando mensagens pelo rádio na esperança de encontrar alguém vivo, e à noite tentando achar a cura para o vírus que dizimou toda a humanidade menos ele – e nem ao menos explica porque ele é imune. Além de fugir de perigosos mutantes que só saem à noite.
O chute no saco vem depois: uma garota (a brasileira Alice Braga) com um filho, aparece do nada e tenta levá-lo para Vermont, onde diz haver colônia de sobreviventes também imunes ao vírus, e que soube dessa colônia através de uma mensagem de Deus. Claro que Neville não acredita nessa conversa, mas logo cede quando a coisa fica feia. A certa altura, ele se mata para salvar a garota e ela vai para a colônia já com a fórmula da cura. Ou seja, Neville é um cara que morreu para salvar a humanidade. Parece mais papo de crente.
Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro (Mad Money)
Se for tão fácil assim roubar o Banco Central e ainda sair ileso, eu juro que vou tentar arrumar um emprego de faxineiro por lá. Comédia ruim de doer que mostra uma mulher meio maluca (Diane Keaton, que deve estar em final de carreira) que se acostumou a viver na boa vida e do dinheiro do marido (Ted Danson, idem) e vê sua vida ruir depois que este perde o emprego e está endividado. Ela é obrigada a limpar vidros e vasos sanitários do banco central norte-americano, mas logo descobre um jeitinho de dar um cano roubando dinheiro velho e que já saiu de circulação. Para isso arrasta duas colegas: Nina, uma mãe solteira (Queen Latifah) e uma drogada (Katie Holmes) que também estão na pior. Ainda tem um segurança que entra de cúmplice de olho na Nina, e um advogado que livra a cara de todos. Como se não bastasse o absurdo da história, ainda mostra que se pode usar o celular num lugar que se diz prezar tanto a segurança.
Antes de Partir (The Bucket List)
Você é um cara muito rico, que fez fortuna construindo hospitais públicos, descobre que está com câncer e que não tem mais do que um ano de vida. Daí o que você faz? Aproveita essa grana e esse pouco tempo que resta, faz uma lista do que lhe falta fazer, pega o cara da cama ao lado que você nunca viu antes e que também está nas últimas e viaja por todo o mundo com ele. Se não fosse pelo Jack Nicholson e pelo Morgan Freeman, esse filme com essa história muito fraca com certeza passaria despercebido.


