Arquivo para Junho, 2008

Le décès plus attendu de l’année

Postado em Des conjectures em Domingo, Junho 29, 2008 por Fantôme

Essa veio da Champs-Elysées, onde tudo de ruim acontece e sempre foi fonte de desgraças, tragédias e noticias ruins, ou tudo junto no mesmo pacote.

Eu nunca vi uma pessoa ter sua morte tão aguardada. Antes dele ir embora de vez, já esteve internado milhões de vezes. Mas o interessante é que ele se internava, entrava na UTI, passava o diabo lá, melhorava subitamente e saía. Até voltar novamente. E saía. E voltava. Foram anos a fio nessa situação, dando trabalho para a pouca família que tinha.

Eu não gostava muito daquele cara, aliás, fora a mulher dele ninguém mais suportava. Homem grosso, estúpido, ignorante e enjoado toda a vida. A coitada da mulher teve que parar de trabalhar por causa dele. Como o filho dele é meu primo distante (mas não temos parentesco), de vez em quando eu ia visitá-lo. E por várias vezes o vi bater no filho por motivos torpes. Enfim, um completo idiota.

A última vez que eu o vi, já bem velho, estava bem acabado. Mas demorou bastante para morrer. Toda vez em que se internava e saía, só ouvia todo mundo dizer “quando não chega a hora, não tem jeito”. Como se tivesse aquela torcida, ainda que silenciosa, para aquele homem ir embora de uma vez e dar sossego à família dele. Pelo menos teve a decência de agradecer à mulher todos esses anos em que ela foi sua companheira, porque tinha que ser santa pra suportar aquele cara.

E ontem ele finalmente se foi, vítima de uma infecção generalizada. E tá dando trabalho até depois de morto, por causa de sua religião. O cemitério onde ele será sepultado está abandonado, caindo aos pedaços, com mato alto, e o enterro terá presença de pernilongos e mosquitos.

Essa foi a história da morte mais esperada do ano. E que descanse em paz.

Week-end culturel

Postado em Cinéma et DVD, Des conjectures, Ma vie privée com as tags , , , em Quinta-feira, Junho 19, 2008 por Fantôme

Demain c’est déjà vendredi et je parle encore sur le dernière week-end… Mais c’est seulement pour en laisser enregistré.

Nous sommes sortis avec deux femmes très sympas. Nous avons regardé la pièce La Mégère Apprivoisée, de Shakespeare. D’ailleurs, c’est très beau qu’il est déjà mort, pour ne courir pas le risque de voir ce qu’ont fait avec son texte…

Dimanche, chez moi, j’ai regardé pour la troisième fois The Hours. Très magnifique, c’est seulement ce que je peux dire. Et peut-être il pouvait être encore meilleur sans Nicole Kidman, très antipatique…

Et je ne sais pas pourquoi, je me suis souvenu d’une chanson très folle, du groupe Raven. Ouais, je suis très nostalgique dernièrement…

E nesse momento estou ouvindo a Mistubishi FM, e gostei bastante da rádio. É como se fosse uma versão paulista da Oi FM. A rádio é boa, não se parece em nada com as outras do grupo Bandeirantes. E substituiu bem a Scalla FM, que estava pra lá de decadente…

Vendredi 13

Postado em Des conjectures, Ma vie privée com as tags , , em Sábado, Junho 14, 2008 por Fantôme

Que sexta-feira 13, que nada… o dia foi ótimo, não se parecia em nada com a zica que tanto falam. Pelo contrário, foi aquele dia sem surpresas, mas sem contratempos. Além do de sempre, o dia terminou com uma ótima pizza com chope numa pizzaria de bairro, pouco conhecida mas imperdível.

Para completar o dia, morri de rir ao ver no Yahoo uma pergunta de uma racha mulher inconformada, que dizia:

Por que os homens estão virando gays? Gente, estou horrorizada!!! Homens lindos e inteligentes e ricos, um monte de gays! Por que isso? O que vai sobrar pra nós, mulheres?

Ora bolas, tais reclamando de quê? Não sabem que essas são as qualidades básicas para ser ou gay ou cafajeste? Feliz foi a diretora Mara Mourão no filme Avassaladoras, ao retratar a enorme falta de homem (segundo elas) que há no mercado. Segundo o filme, quando aparece algum homem, ou já está namorando, ou é gay, ou não presta. Como se nós, os gays, pudéssemos ficar com todos os caras mais machinhos e gostosos disponíveis. Elas é que reclamam demais…

E falando nisso, talvez eu e o namorado iremos ao teatro e depois sair com duas rachas mulheres, uma amiga dele e outra amiga da amiga, para talvez comer uma pizza, tomar um chope, conversar e dar risada. Que será que vão pensar de mim quando me virem…

E por último, já que eu falei de Sexta-Feira 13, estive relendo um post do Léo Carioca sobre os 11 filmes da série. Quase todos são horríveis, mas a análise é muito interessante. Vale a pena dar uma lida.

Notre vie à deux – le premier cadeau

Postado em Notre vie à deux com as tags , , , em Quinta-feira, Junho 12, 2008 por Fantôme

O dia dos namorados foi meio chocho, com meu namorado viajando para os cafundós do interior paulista, mas voltando vivo e bem (o vôo era da TAM e desceu em Congonhas… medo). E eu trabalhando em outro cafundó, tão longe que até de trem demora. E terminou com um jantar num lugar onde geralmente só comemos sobremesa. O que a fome não faz…

Por conta do dia, vou começar uma nova série aqui, contando algumas coisas curiosas desses 11 anos de namoro:

Le premier cadeau

Eu acho que isso rolou no começo de 1997. Numa época em que não existia gravador de CD e MP3 ainda estava engatinhando, o negócio ainda era trocar fita cassete pelo correio. E a gente nem se conhecia, eu nem sonhava com qualquer possibilidade de namoro e morávamos a quase 700 km de distância. Mandei uma fita com algumas músicas de puro grado, sem querer nada em troca. Já ele, não sei quais suas intenções, porque mandou logo duas.

Perguntei se ele tinha, ou sabia de alguém que tivesse, o CD Back In Black do AC/DC, já que eu tinha perdido minha fita. Ele disse que ia ver, mas em vez de gravar, o que fez? Comprou logo o CD. Dois. Um para ele e outro para mim. E chegou no ICQ contando: Eu comprei um CD para um amigo que faz aniversário.

Tá certo… meu aniversário só seria dali a cinco meses, mas foi a única desculpa que ele conseguiu arrumar. Eu ainda não conhecia sua capacidade enorme de dar presentes para pessoas que nem conhece. E quando contei para um amigo meu, para quem eu tinha recentemente saído do armário, ele apenas disse: esse garoto está querendo coisa.

Enfim, o CD chegou e curti demais. Depois eu continuo.

Histoires d’amour

Postado em Des conjectures com as tags , , em Domingo, Junho 8, 2008 por Fantôme

Ultimamente eu tenho acompanhado no Yahoo um namoro virtual entre dois garotos, um de 23 anos e outro de 19. Acho bonitinho vê-los se declarando um para o outro, e dei força para que eles superem as dificuldades próprias desse tipo de relacionamento e se conheçam pessoalmente. Mesmo porque eu não acredito em namoros virtuais, e ficar só no Yahoo e no MSN cansa e faz o namoro terminar tão rápido quanto começou.

Não sei o que me deu, mas procurei alguns sites que contavam histórias de amor entre machos e que eu lia antigamente. Não sei que louca deu nos casais, mas resolveram publicar suas histórias em websites, alguns até com fotos, eu jamais faria isso.

Dois daqueles sites ainda estão no ar. O primeiro é completamente impublicável e não vou descrevê-lo por questões de ética. O segundo, é de dois caras que se conheciam desde que eram crianças, cresceram juntos, tiveram lá suas primeiras namoradas, mas viram que gostavam mesmo era um do outro. E isso aconteceu durante um luau, onde do nada um beijou o outro e para sua surpresa o outro correspondeu. Diziam eles que nem sabiam que eram gays até aquele dia. Finalmente assumiram a relação, mas tudo veio abaixo quando a mãe de um deles descobriu, foi contra, tentou acabar com tudo e o cara acabou saindo de casa, alugando um apartamento e convidando o namorado para morar com ele. Como o site nunca foi atualizado, não sei que fim levou os dois.

J’adore quand il fait froid

Postado em Ma vie privée com as tags , , em Segunda-feira, Junho 2, 2008 por Fantôme

Há dois anos, eu estava dentro de um carro numa estrada de um país tão distante quanto frio. Tive o privilégio de contemplar e tirar uma foto desta belíssima paisagem:

La neige

La neige

Eu adoro quando faz frio. É muito gostoso tirar o velho agasalho de lã do armário, sair na rua e sentir aquele ar gelado de bater os dentes. Na hora de dormir, se enrolar no edredom para me aquecer. E quando o frio estiver demais, é só tomar um café ou um chocolate quente. Prefiro sentir calor quando vou ao Rio, pelo menos dá para pegar uma praia.

Ontem eu aproveitei o domingo gelado e saí bastante. Fui a um restaurante grego, onde comi um prato de vitela. Ótima, por sinal. Apesar de eu abominar vitela, porque dá pena de lembrar do animal quando era vivo (e eu também abomino vegetarianos, mas quando o assunto é vitela eu dou razão para eles).

À noite, um chope bem gelado, para ajudar a esquentar por dentro. E se não estivesse gostoso e bem tirado, teria xingado um monte lá na Vivenda do Camarão, que me fez o favor de serví-lo em copo de refrigerante… Depois, já em casa, o frio era tanto que eu fui dormir cedo (para meus padrões).

E tomara que faça bastante frio esse ano, porque para mim ele é sempre muito bem vindo.

Update: la pire part du froid.

Nem preciso dizer, não é? Passei parte da semana com uma tremenda gripe. Se eu contar a quantidade de remédios que tomei, vai parecer papo de hipocondríaco. Por isso, vou parar por aqui.

E para completar, sem saber que estava frio – o tempo em São Paulo, para quem não conhece, é completamente imprevisível – ainda tive que fazer supermercado, saindo na rua sem agasalho. No momento, 18 graus, ou seja, aquele frio meia-boca e uma tosse daquelas. Eu adoro frio, como já disse, mas tem lado bom e ruim.