Arquivo para Julho, 2008

Rue gay, pourquoi?

Posted in Des conjectures com as tags , on Terça-feira, Julho 29, 2008 by Fantôme

Essa é de lascar: agora estão querendo mudar o nome da Rua Frei Caneca, que faz esquina com a Paulista, e dar à ela o título de rua oficialmente gay de São Paulo, ou algo do tipo. E quem quer fazer isso é uma certa Associação Casarão Brasil, que eu nem imaginava que existia.

Tá bem, a Frei Caneca tem duas saunas gays (uma na rua e outra perto), a boate A Lôca e o shopping Frei Caneca (ou Gay Caneca, Frei Boneca, whatever…), entre outros pontos. E foi nesse shopping que um bando de bichas fez um “beijaço” há alguns anos, numa atitude idiota que só serviu mesmo para promover mais ainda o shopping (a música ambiente tocava até ABBA e Village People). Tudo porque um casal gay teria sido expulso ao se beijar lá dentro.

Mesmo assim, eu pergunto: pra quê? Mesmo que esse tal Casarão consiga o que quer, a Frei Caneca jamais vai chegar aos pés do Marais, em Paris. Falta muito para chamar aquela rua de “rua gay”, e o que tem lá tem em vários outros pontos de São Paulo.

Para mim, isso é coisa de gente que quer aparecer. Tem muito mais a se fazer pelos homossexuais do que ficar mudando nome de rua.

Fa fa fa

Posted in Musique com as tags , on Segunda-feira, Julho 28, 2008 by Fantôme

Pelo que eu vi, a Atual FM não está fazendo mesmo falta nenhuma. O máximo que eu vi até hoje foi meia dúzia de gatos pingados reclamando no Orkut, como se só tivesse a Atual em São Paulo para tocar aquelas músicas horrorosas.

Hoje tocou uma música muito gostosa de ouvir, que me chamou a atenção. Era a dupla norueguesa Datarock, totalmente desconhecida por aqui – a música Fa Fa Fa, que tocou hoje existe desde 2006 e nunca a tinha ouvido antes. É uma banda que quer ser o Devo dos anos 2000, com uma pitada de Talking Heads. Está tudo no Myspace deles. Fica aqui também o vídeo da música.

L’éxperience en 3D

Posted in Cinéma et DVD com as tags , on Domingo, Julho 27, 2008 by Fantôme

Meu único filme nesse final de semana foi Viagem ao Centro da Terra. Fui assistir pelo 3D mesmo, até então minha única experiência tinha sido A Hora do Pesadelo 6 e ainda assim os 15 minutos finais. Já na bilheteria, informaram que os óculos atuais dá para serem usados com os de grau. Essa foi a boa notícia, porque a péssima é que o preço ingresso é uma paulada.

Um geólogo falido (Brendan Fraser) consegue achar pistas do seu irmão, desaparecido depois de uma experiência maluca na Islândia há dez anos. Carrega o sobrinho adolescente e chato que estava passando férias na sua casa, e vão atrás dele. Lá encontram uma guia e vão parar com ela nas profundezas da terra. Essa guia, por sinal, tinha perdido o pai na mesma experiência. Usando algumas das pistas deixadas no livro do Jules Verne, do qual são fãs, conseguem sair da encrenca que se meteram.

O interessante é ver como a tecnologia em 3D melhorou: agora são óculos de cristal líquido, em vez daqueles de papel que se usava antigamente e que só davam tontura. No cinema, é curioso tirá-los e olhar para a platéia e ver todo mundo usando. Além de ver imagens saltando da tela, que chegam a assustar.

Mas o filme é meio fraco, bem Sessão da Tarde mesmo. E só pelo 3D dá para perdoar alguns absurdos como um celular funcionar a vários metros de profundidade, ter internet num PSP a 30.000 pés de altura e sair vivo de dentro de um vulcão em erupção. E também Brendan Fraser, um canastrão de primeira.

Je n’ai pas vu et je n’ai pas aimé

Posted in Cinéma et DVD, Des conjectures com as tags , , on Quinta-feira, Julho 24, 2008 by Fantôme

Eu tenho o costume de fazer mentalmente minha lista negra de filmes que eu não vi e não pretendo ver. É assim: não passo nem na porta do cinema, não vou alugar em DVD e nem mesmo baixar da internet. E se tiver passando na televisão, eu mudo de canal. O motivo? Simplesmente não me interesso por esses filmes, e jamais vou ver só porque tá na moda, todo mundo foi ver e achou legal. E se a crítica é boa, aí que não presta mesmo – o crítico com certeza recebeu um jabá para dizer que adorou o filme.

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Fala sério… parece que o filme é mais o Coringa feito pelo Heath Ledger do que o próprio Batman. E tudo porque esse cara morreu. Do Christian Bale mesmo ninguém fala, a não ser que ele foi parar na delegacia acusado de bater na mãe. O resto do filme deve ser o lixo de sempre, nada muito melhor do que aquele filme horroroso de 1989 com Jack Nicholson.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Pelamordedeus, chega a ser uma piada de mau gosto. Vi os três primeiros e gostei, isso quando eu era adolescente. Hoje eu não acho a menor graça. O que esse filme tem que os outros não têm, além de Harrison Ford que já deve estar nas últimas? É uma perseguição aqui, um tiroteio ali e só isso. Haja…

Em compensação, quero ver “A Múmia 3″, com Brendan Fraser, que é cópia descarada dos Indiana Jones. Assim como os outros dois, que tenho em DVD, deve ser tão ruim que dá para dar boas risadas.

Wall-E

Vi a sinopse e concluí que é perda de tempo. Odeio esses filmes apocalípticos, já vi Eu Sou a Lenda e detestei. Agora é a Terra que virou sucata e é um robozinho que fica cuidando de tudo. Fala sério, será que esses caras da Pixar não conseguem inventar outra história?

Por enquanto é só.

Tout pour une bière…

Posted in Ma vie privée com as tags , , on Segunda-feira, Julho 21, 2008 by Fantôme

Ontem tive que ir ao Shopping Santa Cruz, o mais caótico que eu conheço. Aproveitei para tomar um chope no quiosque da Brahma, coisa rara de achar em São Paulo. E é a única coisa que me faz ir naquele lugar.

Como o metrô passa embaixo e tem um terminal de ônibus atrás, o shopping só vive lotado, é impossível circular lá dentro sem esbarrar em alguém. A praça de alimentação também só vive lotada. Há uma escada rolante de cada lado, que faz com que todo mundo atravesse um corredor inteiro só para mudar de andar. O cinema, só fui uma vez e dá pra encarar. O estacionamento tem uma subida que parece um trem-fantasma sem os monstros.

O quiosque fica no subsolo, isolado do restante do shopping. Para se chegar lá, é preciso sair do shopping, descer uma escada rolante que dá acesso ao metrô, e depois outra, e chegar numa área claramente improvisada para caber mais lojas. Cuja maioria, por sinal, é horrorosa. Até o shopping Tatuapé, que tem as mesmas características e fica na Zona Leste, é mil vezes melhor.

O shopping inteiro é espremido e confuso, não tem estrutura para receber tanta gente. Mas um chope da Brahma, tomado no quiosque, compensa todo esse pesadelo que é ir ao Santa Cruz.

Bon dimanche…

Posted in Cinéma et DVD, Des conjectures com as tags , , , , on Domingo, Julho 20, 2008 by Fantôme

Dercy Gonçalves

E não é que ela finalmente morreu? Em sua homenagem, eu estava ouvindo Resposta das Aranhas, uma versão de Rock das Aranhas que ela gravou na década de 70 ainda mais homofóbica que a original. Mesmo assim, eu gosto. E já que a Bandeirantes reprisou Bronco depois que Nair Belo morreu, bem que podia reprisar Cavalo Amarelo, onde Dercy fazia uma ex-vedete trambiqueira.

Deu a Louca na Chapeuzinho (Hoodwinked!)

Foi o único filme que eu vi nesse fim de semana. Apesar da péssima animação, a história é de rolar de rir. Além da própria, ainda mistura Muppets, Os Três Porquinhos e outras histórias num versão totalmente escrachada dos contos de fadas. Nem vou contar mais nada, quem quiser que veja pra conferir.

Yahoo! Respostas

Pois é, o Respostas está virando o Orkut dos velhos tempos: sempre dando problema. Há exatamente 16 22 horas que nenhuma categoria é atualizada. E pior, o problema é mundial.

E por falar em Orkut, resolvi refazer o meu, apenas para reencontrar algumas pessoas. Mas vai ser como todos os outros que eu tive: com prazo de validade curto.

Update: Playboy

(pas d’images, s’il vous plaît…)

Essa é para sujar meu nome e manchar minha reputação: fui até uma banca e comprei uma Playboy. Se fosse uma G, Aimé, Junior ou DOM, vai lá. Mas Playboy? O que vão pensar de mim? Ainda bem que ninguém viu.

Foi apenas para o namorado, que é fotógrafo, ver as fotos que saem lá do ponto de vista artístico. Porque se for para ver aquelas amapôs siliconadas em fotos que são o mais puro Photoshop, nem rola. E ainda tem cara que bate uma bronha com aquilo. Zoei até com ele, falando para ver se a revista não surte algum “efeito” nele.

E curiosamente, a banca onde comprei tinha a G magazine e a Aimé expostas num balção bem na frente, enquanto que a Playboy estava bem atrás numa prateleira. E o jornaleiro entrgou-me a revista numa sacola preta e vagabunda. Vai ver que o jornaleiro é gay.

OI FM

Posted in Musique, Não classificado com as tags on Sexta-Feira, Julho 18, 2008 by Fantôme

E como já havia sido noticiado, desde o último dia 15 a OI FM já está no ar em São Paulo, tomando o lugar da breguíssima Atual FM. Chegou discretamente, sem muito barulho, só soube dela mesmo pelos relógios na rua. A rádio está com uma programação diferente daquela tocada nas outras cinco rádios que a operadora tem no país, e por enquanto está muito boa.

É bom lembrar que pela lei, por ser um operadora de telefonia, a OI não pode ser proprietária de estações de rádio. O que ela faz é comprar todos os horários das rádios (que continuam com os antigos donos, pelo que entendi). Se a tendência for essa, fico torcendo para alguma empresa comprar a programação da Tupi, da Nativa, da Apolo e da Tropical.

Le petit enfant avec petite haine

Posted in Des conjectures on Quinta-feira, Julho 17, 2008 by Fantôme

As maiores risadas, às vezes, vêm dos lugares mais inesperados…

Um cara que conhecemos há tempos, e chato a vida inteira, adicionou meu namorado no MSN. Queria porque queria mostrar o trabalho dele, e contar o que estava fazendo. Como se a gente não tivesse descoberto desde o ano passado. E já tinha nos rendido muitas gargalhadas.

O site, feito totalmente nas coxas e cheio de erros de português, é um blog, certamente para não terem que pagar hospedagem. O endereço é um desses redirecionadores disponíveis, para não pagar um do tipo “.com.br”. Mas o que é mais impressiona é ele querer ganhar dinheiro com aquilo. Como se fosse possível dar algum crédito a ele.

Depois dele contar suas “novidades”, ele perguntou as nossas. O namorado não deixou por menos: contou que estivemos recentemente em Paris, o DDR (que ele conhece da internet) foi com a gente, comemoramos 11 anos de namoro por lá e fizemos várias compras. A reação dele? Simplesmente subiu nas tamancas, achando que estávamos bancando, veio com um papo de que pensei que você era mais humilde e bloqueou do MSN antes que meu namorado pudesse detonar com ele mais ainda. Ótimo, um chato a menos.

É aquela coisa: com essa atitude infantil, ele atestou a própria incompetência. A gente segue nossa vida. Já ele…

Ele que curta a sua raivinha…

Lentement, près de l’arrêt

Posted in Cinéma et DVD com as tags , , , on Segunda-feira, Julho 14, 2008 by Fantôme

Je suis au travail maintenant, près de dormir car j’ai dormi seulement trois ou quatre heures ce soir.

En réalité, les uniques bonnes choses ont été le déjeuner dernier samedi, et regarder plus deux films pendant le week-end.

(Je vais écrire en portugais, car j’ai pas de patience de penser en français).

Os Sete Suspeitos (Clue)

Eu não canso de ver esse filme, que é quase uma versão cinematográfica do jogo Detetive. Seis pessoas que não se conheciam, mais um mordomo para lá de suspeito, são convidados para um jantar. Todos estão sendo vítimas de chantagem, e a pessoa que os convidou mostra sua cara, e todos revelam seus podres. Mas o anfitrião é assassinado, e várias outras mortes acontecem no decorrer da trama, tornando todos ao mesmo tempo vítimas e culpados. O filme tem três finais diferentes, um provável, um absurdo e um real. E é muito engraçado.

O Declínio do Império Americano (Le Déclin de l’Empire Américain)

Esse é um dos filmes mais pornográficos que eu já vi, mesmo sem ter sequer uma cena de sexo explícito. É um filme franco-canadense do final da década de 80, falado demais e até meio chato. Seis intelectuais se preparam para um jantar à beira de um lago. Três homens preparam o jantar enquanto três mulheres estão na academia, e é conversa o tempo inteiro. O que sai dessas conversas é constrangedor.

Do lado dos homens, um confessa que já traiu a mulher várias vezes ( já comeu a cidade de Montreal inteira), porque segundo ele só assim que ele é capaz de amá-la mais. E sabendo que a mulher cobraria a verdade, se entope de calmantes para fugir da conversa. Tem ainda o amigo gay, que é sozinho e viciado na pegação e com suspeita de ter AIDS, cuja felicidade é invejada pelos heteros. Interessante é ver todos relatando a quantidade de doenças que o sexo vaginal transmite, e ele alfineta: e vocês ainda enfiam o pau naquilo. E as mulheres não fazem por menos: uma delas é uma ninfomaníaca que ja deu inclusive para o garanhão. Uma outra trabalha numa casa de massagens, e acaba se apaixonando por um cliente. Todas confessaram já ter relações com outras mulheres, sendo que uma delas com a própria filha adolescente.

Enfim, um filme de deixar vermelhas as pessoas mais sensíveis, e não é pra qualquer um.

Plus deux films

Posted in Cinéma et DVD com as tags , , on Quinta-feira, Julho 10, 2008 by Fantôme

Esse blog está parecendo mais site de crítica de cinema. Mas vamos lá…

O Destino do Poseidon (The Poseidon Adventure)

Filme-catástrofe (ou com perdão do trocadilho, uma catástrofe de filme) dos anos 70 que tem lá seus fãs. É muito fraco se comparado ao Inferno Na Torre, também produzido por Irwin Allen. Um enorme transatlântico, quase um resort a bordo, vira após uma tempestade. Depois disso, mais da metade do filme é só para acompanhar um pequeno grupo de pessoas tentando sobreviver. Destaque para Ernest Borgnine interpretando um velho chato que só sabe reclamar casado com uma ex-prostituta, e Gene Hackman como um reverendo que anda ás turras com o Divino.

Minha Vida de Cachorro (Mitt Liv Som Hund)

O cinema sueco sempre surpreende. Conta a história de Ingemar, um pré-adolescente de 12 anos que inferniza a vida da mãe doente de tanto se meter em encrencas. É separado do irmão mais velho e mandado para a casa dos tios, onde passa o verão e conhece pessoas excêntricas, como um cara que anda de monociclo na corda bamba e seu avô que pede para que ele leia catálogos de roupas íntimas femininas (ouvindo, tem até conotação erótica), além de uma mulher que posa nua para um artista frustrado. E também Saga, uma menina que apesar de lutar boxe, jogar futebol, usar cabelos curtos e roupas masculinas, é apaixonada e morre de ciúmes por ele.

Como todo filme sueco, é pouca história e muita reflexão. É uma pintura sobre o final da infância e a entrada na adolescência. E muito lindo de se ver.