The God Delusion (Deus, um Delírio)

Apesar de não ser meu tipo de leitura, resolvi comprá-lo e já cheguei na metade.Eu tenho uma certa curiosidade pelo Richard Dawkins, um biólogo inglês que faz militância contra qualquer tipo de crença e a favor do ateísmo e da ciência. O livro é de uma pretensão assustadora: que todo mundo se torne ateu ao final da leitura. Para se ter idéia, existe até no final do livro uma longa lista de grupos de apoio para quem quer se livrar da religião, da mesma forma que existe os Alcóolicos Anônimos. E nem adianta escrever para o autor ameaçando com castigos divinos, mostrar o que está na bíblia, dizer que ele vai pro inferno ou coisas do tipo. Todas essas coisas já estão agrupadas logo no começo do livro, numa espécie de FAQ onde ele já tem todas as respostas.
Astérix et Obélix: Mission Cléopatre

Outro filme tipo Sessão da Tarde. Dá para rir um pouco, mas as piadas são chatas e repetitivas, a maioria delas envolvendo a tal poção mágica que dá uma força descomunal. Outras fazem referência a vários filmes, do tipo O Império Contra-ataca, Matrix e Titanic. Além disso, a história mostra uma incoerência: os gauleses vivem surrando os romanos e negam-se sempre a se entregar a eles, e agora aparecem construindo um palácio para Júlio Cesar. E a seqüência onde todos os operários, depois de tomar a poção, começam a dançar I Feel Good, é a hora em que se vê que não dá para levar esse filme a sério.
La Gran Aventura de Mortadelo Y Filemon
A caracterização dos personagens de Francisco Ibañez, perfeita, chama mais a atenção do que o filme em si, que não tem metade da graça dos quadrinhos (embora populares na Espanha, não saem há uns vinte anos no Brasil). A história é muito boba, e todos os personagens, mesmo os secundários, têm cara de débeis mentais.
Espero que o segundo filme, que está para sair, seja bem melhor.
Distante do Paraíso (Far From Heaven)

Filme que mostra como é foda ter que viver de aparências e lidar com o preconceito. Na década de 50, existe uma família aparentemente feliz, com uma mulher organizadora de eventos casada com um executivo bem-sucedido e com dois lindos filhos. Até aí tudo bem. Só que o cara é gay e a mulher se envolve com um negro, quase uma sentença de morte na época – e ainda hoje é motivo de muita discriminação. O problema é que o filme é morno, fraco, e no final quase dá para ouvir a mulher se perguntando “o que é que vai sobrar pra mim?”. Além disso, o diretor forçou demais a barra: não só a ambientação é da década de 50, mas até os letreiros iniciais, créditos (com direito ao The End), passagens de cena, o cartaz do filme e até uma projeção de fundo durante uma cena de passeio de carro. Mas pelo menos para os gays o final é feliz.