Arquivo para Agosto, 2008

Loi ville propre

Postado em Des conjectures com as tags , em Sábado, Agosto 30, 2008 por Fantôme

Uma das vantagens de se morar em São Paulo é essa lei Cidade Limpa que o Kassab inventou. Para quem não é daqui, eu explico: toda propaganda da rua (outdoors, faixas, cartazes, etc.) foi proibida e até os imensos letreiros de várias lojas tiveram que ser retirados. Muita gente reclamou na época. Teatros não puderam mais anunciar suas peças, publicitários perderam campo de trabalho, lojas tiveram que trocar às pressas seus letreiros e várias ficaram sem identificação, com medo de multa.

Agora em época de eleição é que essa lei começa a fazer sentido. Só em não ver aquela poluição visual, já é ótimo. Até dá para esquecer que tem eleição rolando, de tão fraca que está a propaganda. Só gente distribuindo santinho aqui, alguém agitando bandeira no farol ali, e um comitê ou outro acolá.

Mas é claro que essa lei afetou também o próprio Kassab, que está em terceiro lugar e se bobear perde até pra Soninha. Ele mesmo quase não tem propaganda, só um comitê no antigo Edifício Joelma. Ou ele resolveu dar o exemplo, ou deve estar sentindo o problema que ele criou…

Em quem eu vou votar? Só digo uma coisa: não voto em tucano (principalmente em Geraldo Alckmin) e em qualquer pessoa que esteja do lado deles.

Un livre et trois films

Postado em Cinéma et DVD, Des conjectures em Segunda-feira, Agosto 18, 2008 por Fantôme

The God Delusion (Deus, um Delírio)

Apesar de não ser meu tipo de leitura, resolvi comprá-lo e já cheguei na metade.Eu tenho uma certa curiosidade pelo Richard Dawkins, um biólogo inglês que faz militância contra qualquer tipo de crença e a favor do ateísmo e da ciência. O livro é de uma pretensão assustadora: que todo mundo se torne ateu ao final da leitura. Para se ter idéia, existe até no final do livro uma longa lista de grupos de apoio para quem quer se livrar da religião, da mesma forma que existe os Alcóolicos Anônimos. E nem adianta escrever para o autor ameaçando com castigos divinos, mostrar o que está na bíblia, dizer que ele vai pro inferno ou coisas do tipo. Todas essas coisas já estão agrupadas logo no começo do livro, numa espécie de FAQ onde ele já tem todas as respostas.

Astérix et Obélix: Mission Cléopatre

Outro filme tipo Sessão da Tarde. Dá para rir um pouco, mas as piadas são chatas e repetitivas, a maioria delas envolvendo a tal poção mágica que dá uma força descomunal. Outras fazem referência a vários filmes, do tipo O Império Contra-ataca, Matrix e Titanic. Além disso, a história mostra uma incoerência: os gauleses vivem surrando os romanos e negam-se sempre a se entregar a eles, e agora aparecem construindo um palácio para Júlio Cesar. E a seqüência onde todos os operários, depois de tomar a poção, começam a dançar I Feel Good, é a hora em que se vê que não dá para levar esse filme a sério.

La Gran Aventura de Mortadelo Y Filemon

A caracterização dos personagens de Francisco Ibañez, perfeita, chama mais a atenção do que o filme em si, que não tem metade da graça dos quadrinhos (embora populares na Espanha, não saem há uns vinte anos no Brasil). A história é muito boba, e todos os personagens, mesmo os secundários, têm cara de débeis mentais.

Espero que o segundo filme, que está para sair, seja bem melhor.

Distante do Paraíso (Far From Heaven)

Filme que mostra como é foda ter que viver de aparências e lidar com o preconceito. Na década de 50, existe uma família aparentemente feliz, com uma mulher organizadora de eventos casada com um executivo bem-sucedido e com dois lindos filhos. Até aí tudo bem. Só que o cara é gay e a mulher se envolve com um negro, quase uma sentença de morte na época – e ainda hoje é motivo de muita discriminação. O problema é que o filme é morno, fraco, e no final quase dá para ouvir a mulher se perguntando “o que é que vai sobrar pra mim?”. Além disso, o diretor forçou demais a barra: não só a ambientação é da década de 50, mas até os letreiros iniciais, créditos (com direito ao The End), passagens de cena, o cartaz do filme e até uma projeção de fundo durante uma cena de passeio de carro. Mas pelo menos para os gays o final é feliz.

Dimanche je veux voir, le dimanche se finir…

Postado em Não classificado com as tags , em Domingo, Agosto 17, 2008 por Fantôme

Comme il promet être un dimanche très ennuyeux, et comme je ne suis pas certain que je vais sortir aujourd’hui, j’écrirai un peu…

Ontem conheci um bar em Higienópolis, onde tinha chope na caldereta, do jeito que eu gosto, e uma linguiça de cordeiro. Foi a melhor coisa do dia. Enquanto eu estava lá, mais tragédia vinha da Champs-Elysées…

Morreu uma mulher de um tio meu, que posso chamar de Provisória. Explico: estava tudo certo para ele casar com ela, já tinha dois filhos dela e no entanto largou para ficar com a Definitiva. Essa “troca” aconteceu há mais de 30 anos, e as duas nunca se falavam e evitavam se encontrar. Devem ter protagonizado brigas dignas do finado Programa do Ratinho desde então. E hoje é o enterro.

Aujourd’hui c’est très certain que je ne sors pas, et démain j’ai que travailler…

J’ai sorti aujourd’hui, avec mon copain. Seulement pour manger des desserts et retourner…

Il n’a rien très mauvais que ne peut pas s’aggraver

Postado em Cinéma et DVD com as tags , em Terça-feira, Agosto 5, 2008 por Fantôme

Ce week-end, j’ai regardé plus deux filmes très horribles. Mais c’est cet “horrible” qu’est drôle, ou qu’il y a quelque chose intéressant.

Xanadu

Esse é um filme de muitos méritos: afundou com os musicais adolescentes (do tipo Grease), foi o último do Gene Kelly (aos 72 anos) e deu um basta na carreira de atriz da Olívia Newton-John (ótima cantora mas péssima atriz). Concorreu ao Framboesa de Ouro de pior musical e perdeu para um filme do Village People ainda pior que esse. Além disso, é feito nas coxas, o roteiro é péssimo (escrito durante as filmagens), os números musicais forçados, efeitos especiais piores ainda e só que se salva é a trilha sonora. Até hoje Suddenly e Magic são tocadas em rádios do tipo Antena 1, e All Over the World é a que encerra o programa do Amaury Jr. Na época foi um fracasso de bilheteria, mas hoje é muito cultuado por saudosistas da década de 80 (leia-se “Trash 80’s”). E mesmo os fãs desse filme reconhecem que ele é horrível (inclusive eu, que assisti pela terceira vez).

A Múmia – A Tumba do Imperador Dragão (The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor)

Como eu esperava, esse filme é pior ainda que os outros dois. E tão divertido quanto. A história (cheia de buracos) é a besteira de sempre, dessa vez passada na China e a múmia que ressuscita é um imperador chinês com poderes para fazer de tudo. E dessa vez exageraram: existem até yetis prontos para ajudar, além de um bando de mortos-vivos que ressuscitam só para guerrear com outros mortos-vivos do mal. É o tipo de filme “quanto pior, melhor”, para rir de tão ruim.