Arquivo para Abril, 2009

Nada como um sono após o outro

Postado em That Morning After em Quinta-feira, Abril 23, 2009 por Fantôme

Há muito tempo que eu não dormia tanto, e tão pesado. Acordei, fui ao micro e voltei pra cama. Depois acordei de novo, vi mais algumas coisas no micro e voltei pra cama. Dormi muito bem, três vezes hoje. Se eu não tivesse que trabalhar, já estaria na cama de novo.

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Dormir é ótimo e faz muito bem. E eu sou mesmo bom de travesseiro.

Qu’est-ce que je fais avec toi?

Postado em Des conjectures, Notre vie à deux em Sábado, Abril 11, 2009 por Fantôme

Achei engraçado o dia em que você falou que teve pesadelos, sonhando que eu estava te enganando com um menino que eu conheço de vista. E já que eu tinha que aguentar você falando dos seus amigos, então eu também comecei a falar dos meus. E aí você não aguentou. Começou a se sentir traído, passado pra trás, sei lá.

Mas que diabos, a gente não era só amigo? A gente já não era ex, já tinha terminado? Pelo menos foi o que você disse na primeira vez que eu lhe perguntei. Ainda assim, porque você perguntou se eu falei de você para um colega no trabalho gay assumido, como se eu tivesse alguma obrigação. Só pra saber sua resposta, eu ainda disse:

- Não falei de você pra ele porque eu não sabia como que eu ia te definir. Como é que eu te defino para ele?

(momento de dúvida seu)

- Amigo. Porque pra ser namorado tem que ser fiel, não acha?

Ok, tudo continuava na mesma. E isso foi antes de eu conhecer e me interessar por aquela pessoa. Não em pensando namoro – podia passar sem isso por um bom tempo – mas alguém pra bater um papo. E mesmo assim, você começou a se sentir traído. Aí, depois de um tempo, fiz a mesma pergunta de novo. Sua resposta foi: “namorado”. Agora virei namorado de novo?

E enquanto eu escrevia este post, fui olhar a foto dele. E não é que você tinha renomeado a foto como “VAI A MERDA”? E como eu quase não acessava aquela pasta, só agora que eu fui ver. Que foi, ficou com ciúmes? Só sei que eu tenho uma pergunta a fazer…

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O quê é que eu faço com você?

Presente para o feriado

Postado em That Morning After em Sábado, Abril 11, 2009 por Fantôme

O feriado foi ótimo, na medida do possível.

Muita cerveja, vinho do porto e uma tacinha de champanhe. Ganhei de presente uma suculenta coxa de cordeiro que serviu de ceia.

E depois, saí um pouco de casa, para espairecer, estava cansado de ficar só na TV e no micro. Pensei em comprar umas revistas, mas nada de interessante. A lanchonete que eu queria ir já estava fechada.

Mesmo assim, valeu o dia. E amanhã começa a luta novamente.

We are sorry, really?

Postado em Des conjectures, Notre vie à deux em Terça-feira, Abril 7, 2009 por Fantôme

Eu acho incrível de como o mundo dá voltas em tão pouco tempo. Sábado passado mesmo, eu estava te pagando um almoço, e nem me importando com o valor da conta…

Bem no primeiro dia deste ano, eu ouvi coisas bem horríveis de você. Dizendo que ia morar sozinho. Que ia receber seus amigos, ia fazer coisas que bem entendesse, e que se por acaso eu quisesse te acompanhar, teria que seguir as suas regras. Isso incluía dormir fora de casa quando você bem entendesse. E eu não estava com moral para fazer qualquer exigência. Afinal, como disse você, eu ”quebrei o encanto” (e não dava para ser menos piegas?)

Além disso, disse que queria viajar sozinho, e que eu teria que merecer sua companhia de novo. Eu estava fora da sua vida. Não totalmente fora, já que continuamos morando debaixo do mesmo teto. Mas você ia viver sua vida do jeito que sempre quis, ou achou que sempre quis. Começou a fazer coisas que eu nunca aceitava. Pelo menos uma coisa eu aprendi: a parar de me importar tanto com você. Você não é mais criança, eu nunca fui seu pai. E agora só vou me importar com suas besteiras quando elas também me atingirem.

O que eu achei engraçado foi você não me deixar conhecer seus amigos, e mandar que eu procurasse os meus. Mas ainda assim, ter que ficar ouvindo o tempo inteiro sobre eles. Pra que eu tenho que saber da vida de uma pessoa que eu não podia nem sequer conhecer? Tava pensando que eu era o quê? Plateia? Tou fora. Nunca fui plateia pra ninguém.

E justamente por não ser plateia, não queria saber das viagens que você vai fazer sozinho, dos caras que você queria transar,do que você ia fumar ou beber daqui em diante. Daí, um belo dia, eu resolvi ficar em casa, porque foi melhor dormir do que aguentar suas conversas. E dormi muito bem, um fim de semana inteiro. Logo veio o resultado: você ficou com falta de ter com quem falar e brigou comigo, já que eu estava de saco cheio de ter que saber da sua vida.

Daí comecei a fazer exatamente o que você queria que eu fizesse: fui viver minha vida, procurei meus amigos, lutei para ganhar meu dinheiro no lugar daquele emprego micado que eu tinha. E deu certo. Arrumei outro emprego. Conheci pessoas novas. Aprendi coisas novas. Parei de gastar dinheiro com besteira e dei um rumo à minha vida. E valeu a pena. E também parei de falar de você para outras pessoas.

Mas e quanto a você? Hoje a gente mal se vê. Mal passamos duas horas por dia juntos. Você agora tem toda a liberdade para fazer o que sempre quis. Mas por que você fica em casa na maior parte do tempo, quando volta do trabalho? Enfornado na TV, no DVD e no PC, quando podia estar por aí bebendo, fumando maconha e saindo com gente que eu sempre abominei na minha vida? Afinal, passei 11 anos ao seu lado, e não fui capaz de fazer justiça a tanto tempo de namoro, pelo menos não do jeito que você queria.

Não estou me isentando de culpa. Sei o quanto eu fui culpado por esse namoro ter acabado. Eu traí, fiz coisas que te magoaram e nunca fui digno de todo o amor que você me deu. Te decepcionei, te magoei, você chorou muito por minha causa. E estava apenas levando o troco por tudo que eu fiz.

Então, por que você agora me liga? Me abraça, me beija, me compra presentes e fala que me ama tanto? Por que não me chama mais de ”ex” e nem diz que a gente terminou, como fazia antes? Por que você está tão carinhoso comigo, depois de tudo que aconteceu? Me chama para almoçar, faz planos para meus dias de folga, e principalmente, diz que não consegue viver sem mim, nem me esquecer para ter sua própria vida? Vai a lugares que eu gosto e que você nunca gostou, em vez de impor os seus? E ontem mesmo, disse pra eu não arrumar outro emprego, para sobrar um pouco de mim pra você?

Acho que é porque eu sou a única pessoa que realmente esteve presente em muitos dos momentos da sua vida. Amigos vieram e se foram, mas eu fiquei. Agora quer que eu lhe chame de ”namorado” de novo. Eu não me sinto tão à vontade para isso quanto antes. Alguma coisa mudou em mim. Não sei o que é, mas espero que eu não volte mais a ser como eu era antes.

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De uma coisa eu sei: eu não preciso provar para você que, mesmo com toda essa crise, o quanto eu te amo. E que cada um tem sua parcela de culpa. Mas eu não chamo isso de ”recomeço”, porque pra mim nada acabou, apenas mudou de nome e de cara. E eu te amo muito. Nunca se esqueça disso.

Uma semana nunca é igual a outra

Postado em That Morning After em Sábado, Abril 4, 2009 por Fantôme

Se um dia não é igual ao outro, imagina uma semana inteira. A semana passada foi uma das melhores desse ano, mas essa só teve pepino.

Sei que hoje eu quero esquecer dos problemas do trabalho, e mergulhar de cabeça no sábado. Eu ainda não sei o que eu vou fazer direito, sei que eu quero descansar. Só vou aonde eu quero, fazer o que eu tou a fim e parar na hora que me der vontade. Quem quiser me acompanhe, ou senão fica em casa.

Eu raramente consigo descansar no sábado, que é de longe o melhor dia da semana.

No mais…

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