Je veux être tout-seul
Tem horas que eu gosto de ficar sozinho, mesmo trabalhando num lugar onde deve ter umas 300 pessoas.

Tenho procurado sentar num lugar onde ninguém me conhece, nem sabem quem eu sou, pra eu poder ficar mais à vontade. Quando vai chegando o final do turno, quase todo mundo já foi embora e fica deserto, só fico esperando dar meu horário. O chato é que essa atitude causa estranheza em algumas pessoas. Me chamaram na mesa e vieram, botando a mão no meu ombro, com a mesmíssima pergunta de sempre:
- O que tá havendo? Por que você não quer sentar aqui? Tá acontecendo alguma coisa? Teve problema com alguém, ou comigo? Pode falar, cara…
Infelizmente, a resposta que dá vontade de dar não é a mesma que sai porque é preciso evitar bater de frente com certas pessoas. Mas se eu pudesse, a resposta seria:
- Claro que tá acontecendo. Esse pessoal não passa de umas crianças, esse equipamento é uma bosta, você é um merda com o rei na barriga e trabalhar aqui já é um saco, mas aqui desse lado tá pior ainda. Além disso, eu não vou com a sua cara.
E como eu faço o possível para evitar confusões, prefiri me conter. Joguei a culpa só no equipamento, mas falei com tanta raiva (era visível na minha cara) que ficou evidente que o problema não era só esse. Mesmo assim convenceu.
- Você está feliz lá?
Essa foi a pergunta que encerrou o assunto, respondi que sim e fui embora.Logo depois, voltei para o meu lugar, onde eu pretendo continuar mais vezes até que alguém realmente se oponha. E me deixaram em paz, passando a falar de coisas que realmente interessavam.
Domingo, Maio 10, 2009 às 2:32 pm
Hahahahahahahahahaha
De fato, trabalhar em call center é um saco, sob esse aspecto. Um monte de adolescentes, gente que cresceu e esqueceu de evoluir, equipamentos que são defasados (na maioria das vezes) e algumas (muitas aliás) pessoas tão arrogantes que dá a vontade de mandar pastar.
Boa Sorte, amigo!
¿Beijos!