Du poulet avec bière

Ontem depois do trabalho, fui parar num lugar um tanto insalubre: uma barraquinha de hot-dog e espetinho que fica na Consolação. Lá eu comi três espetinhos, um deles tinha daquelas calabresas vagabundas, bem jesus-me-chama, outro de asinhas de frango e um de carne. Se bobear, carne de gato. Pra beber, cerveja, que pelo menos estava gelada.

Não que meu dia de trabalho tivesse sido ruim, pelo contrário. Esse seria o melhor motivo que eu teria para querer beber e comer essas porcarias. Ainda mais num frio de 14 graus e num lugar que é um antro de bicha velha e horrorosa. O que acontece é que eu gosto de dar essas escapadas de vez em quando, ou pro bar ou pra comer porcaria. Afinal, tenho plano de saúde pra que…

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Lembrei que no final do ano passado o clima estava tão ruim que a melhor coisa que eu podia fazer para esquecer a porcaria de vida que eu levava era encher a lata. Bom, na verdade só fiz isso uma vez. Um dia eu fui deixar minha mãe na rodoviária, e depois que ela foi embora fui para um fast-food na rodoviária do Tietê onde tomei um mega-chopp de 700ml. Já estava bem alto, mas com medo do efeito passar logo entrei em outra lanchonete e pedi outro. Em pouco tempo, eu estava dando risada de um cara bem mais bêbado do que eu, de tanta besteira que ele falava. Até hoje me arrependo de não ter tomado mais um chope, mas fiquei naquela de não gastar dinheiro demais – mesmo bebendo, eu não perco a noção do dinheiro. Apenas comprei um pacote de pururuca e vim comendo até em casa.

Acho que cheguei em casa por instinto, de tão bêbado que eu estava. Pelo menos eu fui feliz, me sentia leve, via a vida com outros olhos, e pouco me lixando pra tudo na vida. Até a hora do porre passar e eu recobrar a razão.

Agora não vejo a hora de tomar meu primeiro porre…

Uma resposta para “Du poulet avec bière”

  1. Hahahahahahahahahahahahahahahaha
    Infelizmente, quando bebo demais, eu fico calado. E de tão calado, começo a prestar atenção no que as pessoas fazem e em mim mesmo. Lembro que meu último porre (não tão distânte), eu peguei o 238 – Praça XV – Água Santa e ao invés de desembarcar no Grajaú, acabei dormindo no ônibus e acordei no ponto final, para vomitar do lado de fora e dar trabalho para os limpadores da garagem.
    Sempre que bebo, gosto de “beliscar” algo, mas que diabos será “pururuca”?
    ¿Abraços!

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