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L’Attaque des Tomates Tueuses

Postado em Cinéma et DVD com as tags , , , em Sábado, Setembro 12, 2009 por Fantôme

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Deu na telha de rever esse filme de orçamento barato que é um clássico do trash. Só que não sabia que era mais horrível do que eu lembrava.

O filme é apenas uma coleção de personagens débeis mentais, todos sem graça nenhuma. A história, se é que existe alguma, gira em torno de uns tomates que do nada começam a crescer de tamanho e atacar as pessoas. Ainda assim, os tais tomates só aparecem em poucas cenas, talvez pelo orçamento limitado. O resto do filme não passa de uns irritantes números musicais, algumas situações forçadas como o espião que passa o filme inteiro enrolado num paraquedas, o espião disfarçado de tomate que se ferra ao pedir ketchup em meio aos inimigos e o publicitário picareta que faz de tudo para ser engraçado.

Os (d)efeitos especiais que envolvem os tomates não vão além de câmera inversa. Ou então, quando são tomates grandes, parecem estar sempre em cima de um carrinho ou sendo empurrados por alguém. Simplesmente ridículo. Mas de doer mesmo é o quando se descobre que a única coisa capaz de derrotar os tomates é fazê-los ouvir “Puberty Love” (referência à “Puppy Love”, irritante música de Donny Osmond).

Vamos ver qual vai ser a porcaria que eu vou desenterrar da próxima vez…

Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas

Postado em Cinéma et DVD com as tags , em Domingo, Agosto 30, 2009 por Fantôme

Fui ver esse filme depois do trabalho, já que era fácil chegar no Cinemark do Shopping Paulista em menos de uma hora.

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O filme, como era de se esperar, é uma besteira só.  Sem qualquer lógica em relação ao primeiro filme, que mostrava como Rui e Vani (Luís Fernando Guimarães e Fernanda Torres) se conheceram e ficaram juntos, eles agora são um casal noivos há 13 anos e cuja vida sexual vai de mal a pior. Para “apimentar” a relação resolvem tentar um ménage à trois. Só que fica difícil encontrar a pessoa certa, e quando aparece uma mulher realmente disposta (Cláudia Raia), sai o maior desastre.

O filme tem alguns momentos inspirados e outros ruins de dar raiva. A melhor delas é quando encontram uma francesa e entendem tudo errado o que ela fala, como por exemplo quando ela diz que procura uma empregada (femme de ménage em francês). Na verdade, esse casal já deu o que tinha que dar. O seriado acabou faz tempo e ainda estão querendo fazer o terceiro filme. E eu gosto da Fernanda Young mais como apresentadora de talk-show do que como roteirista.

Aproveitei também para conhecer o Cinemark do Shopping Paulista, um alívio perto daqueles dois cinemas acabados, com poltronas rasgadas fedendo a mofo da Playarte. Fui ver Crime de Mestre naquele cinema há pouco mais de dois anos pra nunca mais voltar. E deu para entender por que a Playarte jogou suas fichas no Marabá, simplesmente porque estão perdendo espaço nos shoppings.

Cine Marabá II

Postado em Cinéma et DVD com as tags , , , em Sexta-Feira, Agosto 28, 2009 por Fantôme

Aproveitando que eu não trabalhei ontem, resolvi dar outra passada no velho Marabá.

Eu estava planejando isso, mas por pouco não passo a tarde em casa dormindo. Isso porque eu tinha ido a um almoço no Centro, e ia ao cinema depois disso. Cheguei lá, a sessão já tinha começado e a próxima seria só dali a duas horas. Voltei para casa, já que não existe lugar pior para se andar à tôa do que o Centro de São Paulo.

Faltando 20 minutos para começar o filme, me deu a louca, me arrumei rapidamente, peguei um ônibus já indo embora do ponto e entrei no Marabá. O filme estava passando na sala 5, que fica no andar de cima, o que me fez entrar quando os créditos iniciais estavam terminando. Valeu porque terminei de conhecer a reforma.

Se Beber, Não Case (The Hangover)

O filme é bizarro da primeira à última cena. A história promete: quatro amigos saem para uma despedida de solteiro de um deles, em Las Vegas. No dia seguinte, acordam com um tigre no banheiro, uma galinha dentro do quarto, um bebê no armário e tudo na maior bagunça. Além disso, não se lembram de nada do que rolou na noite anterior e o noivo simplesmente desapareceu. Para completar, personagens mais bizarros ainda completam a história: um perigoso bandido que na verdade é uma bicha chinesa totalmente afetada, um traficante incompetente que não sabe nem o produto que vende e o próprio Mike Tyson em pessoa.

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O filme prende a atenção até o fim, porque provoca a curiosidade em saber como que vai acabar toda aquela confusão. Entretanto, o roteiro é cheio de furos. Para se ter ideia, um dos personagens revela não poder ficar a menos de 60 metros de um colégio, sinal de que se trata de um pedófilo. Mas depois não se fala mais nisso. Além disso, não explica como que conseguiram entrar com um tigre dentro de um hotel de luxo – e nem como o mesmo não os atacou antes, já que é bem feroz. E nem mesmo como aquela galinha foi parar no quarto do hotel.

Desde que não se importe com esses detalhes, dá para curtir. E rende algumas risadas, embora não seja tão engraçado assim quanto eu esperava que fosse.

Cine Marabá

Postado em Cinéma et DVD em Terça-feira, Julho 14, 2009 por Fantôme

Se tem um lugar que me dá preguiça de ir, é o Centro de São Paulo. Qualquer coisa que eu tenho que fazer e que seja lá, só de pensar, já dá desânimo. Acabo sempre adiando ou vendo se eu não poderia fazer o que eu tinha pra fazer em outro lugar.

Finalmente venci o desânimo e fui conhecer o Cine Marabá, cuja reforma eu acompanhei por alto, em outros blogs. Eu estava esperando passarem um filme que realmente me interessasse, porque odeio entrar em cinema pra ver qualquer coisa. Acabo saindo com raiva e a sensação de que poderia ter gasto meu dinheiro com coisa melhor.

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Cine Marabá (foto: blog “A Morte da Cinelândia Paulistana“)

Ok, admito: perto do que estava, o cinema melhorou muito. Só achei o lugar meio escuro e sinistro. E não entendi pra que três bomboniéres (uma na entrada e outra perto das salas, a terceira deve ser no andar de cima, não cheguei a ver) se o cinema só tem cinco salas. Fora isso, as poltronas são confortáveis, as telas grandes, o som Dolby Digital excelente. E a sala 1, onde eu fui ver o filme, é gigantesca.

Quando fui à bomboniére, lembrei por que eu não peço pipoca em cinema. Fiquei um bom tempo fazendo contas, vendo se era melhor comprar daqueles kits ou separado. Eu me recuso a pagar R$ 5 por uma Coca-cola média de máquina, e quase a mesma coisa por um saco de pipoca exagerado o qual eu não vou comer tudo, porque esfria. Acabei guardando meu dinheiro pra depois passar no supermercado, comprar pipoca de micro-ondas e uma Coca 2 litros e comer em casa, e assim gastar menos do que uma Coca média naquele lugar.

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O filme escolhido foi A Era do Gelo 3, em 3D. A história não pode ser mais surrada, basicamente se baseando nas trapalhadas da preguiça Sid, que encontra três ovos de dinossauro, pinta uma cara em cada um deles e resolve achar que eles são seus filhos (não sei por que, mas isso me lembrou o horroroso filme Náufrago, que me fez desistir de cinema por um bom tempo). Só que os bebês nascem e Sid não consegue controlá-los, ao mesmo tempo de que tem que lidar com a fúria da mãe deles, que aparece para pegá-los de volta. Acaba carregando Sid junto e levando-o para um vale de dinossauros no centro da Terra. O mamute Manny, sua esposa Ellie, que está grávida e o tigre Diego acabam indo atrás de Sid, e no caminho se metem em todo tipo de encrenca, contando com a ajuda de Buck, uma doninha maluca cujo maior prazer é irritar Rudy, o maior dinossauro da face da Terra.

O resto da história é a bobagem de sempre. O bom é deixar se levar pelo filme, que é muito intenso, aproveitando os recursos 3D quando cabem. Engraçado mesmo é aquele esquilo toda hora se metendo em encrenca por causa de uma noz – e ainda tendo que disputá-la com uma fêmea. Nessa disputa, acaba até dançando com ela uma versão tango de You’ll Never Find Another Love Like Mine do Lou Rawls.

No final, valeu ter conhecido o cinema e ter visto o filme. Minha dúvida é se o Marabá vai vingar depois da reforma, já que fica num trecho perigoso à noite e com uma vizinhança de lascar – entre eles, a cracolândia e os vários cinemas e teatros pornôs que infestam aquele pedaço horroroso do Centro.

Shelter

Postado em Cinéma et DVD em Quinta-feira, Junho 11, 2009 por Fantôme

Fazia tempo que eu não ia ao cinema, e ontem foi a primeira vez este ano. Daí fui ver Shelter, traduzido toscamente como De Repente, Califórnia.

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Devem ter desenterrado esse filme, feito em 2007, por ocasião da parada gay. O lugar onde eu assisti não podia ser mais opotruno, o shopping Frei Caneca.

A história é a mesma de sempre: Zach (Trevor Wright) é um cara típico de cidade pequena do litoral californiano, que teve que deixar de lado seus sonhos para ajudar a família. Passa os dias trabalhando numa lanchonete, surfando, pichando as ruas e cuidando de Cody, um garoto de cinco anos que vê um pai nele, filho de uma mãe solteira que mal olha para ele.

Eis que aparece Shaun (Brad Rowe), um escritor que foi tentar a vida em Los Angeles, irmão de Gabe, seu amigo de infância. Não demora muito para que eles caiam numa noite de bebedeira e partindo pros finalmentes. O maior problema é que Zach é tão mal-resolvido que demora pra entender o que realmente gosta. Tem lá um cara que gosta dele e ele perde tempo tentando gostar de Tori, uma loirinha muito sem sal.

Embora o filme apresente uma mensagem positiva, tem horas que força a barra. A certa altura, os namorados saem de mãos dadas do carro, só para provocar uma desnecessária cena de homofobia. Além disso, demora pra começar, perdendo tempo com cenas de surfe.

No final, sobrou um filme mediano, meio Sessão da Tarde, mas vale a pena.

Retour des cendres

Postado em Cinéma et DVD, Ma vie privée, Notre vie à deux com as tags , , em Domingo, Novembro 30, 2008 por Fantôme

Fiquei o mês quase todo afastado desse blog. Uma semana sem internet, graças ao belo serviço prestado pela Telefônica que quase fez com que a gente assinasse Vírtua. E também por ter passado por uma das piores crises no meu namoro. E pela pior semana desse ano, e uma das piores da minha vida.

Eu não vou entrar em detalhes porque interessam somente a mim. Concluí dessa história que nem sempre é bom falar a verdade, mas sim o que o outro quer ouvir, para não ter que ver cenas de ciúmes, mágoas e chiliques, além de muita raiva e um monte de promessas que só quem acredita em Papai Noel acha que vão ser cumpridas. O melhor mesmo foi deixar as coisas como estão.

Para coroar minha semana, rondou o perigo de mais uma internação, mas felizmente alarme falso. Só que estou com o rosto inchado – e não foi de nenhuma briga. Meu último exame de sangue também está um desastre. Só quero ver o que meu médico vai inventar agora…

Filmes? Bom, não vi nenhum que prestasse durante o mês inteiro. O melhorzinho foi Piaf, um Hino ao Amor. Fraquinho, mas bem feito e com ótima interpretação, bom para saber um pouco mais sobre Edith Piaf. Ray é um lixo, apesar da ótima interpretação do Jamie Foxx. Scar 3D, UMA ENORME PORCARIA. Um filme de terror adolescente tão ruim e mal-feito que nem os efeitos em 3D funcionavam. Nas cenas mais escuras, a imagem fica toda borrada mesmo com os óculos. Dinheiro jogado no lixo.

Ontem eu vi A Duquesa. Não é tão ruim quanto os outros que eu vi, mas muito água-com-açúcar, com uma história melosa sem final feliz. Aliás, queria saber o que anda acontecendo nos cinemas de São Paulo: tanto no Scar quanto nesse, tinham menos de vinte pessoas na platéia.

Enfim, esse mês foi horroroso. E o meu natal vai ser o tédio de sempre. Mais um ano que eu não vejo a hora de terminar logo…

007 Quantum of Solace

Postado em Cinéma et DVD com as tags , em Segunda-feira, Novembro 10, 2008 por Fantôme

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Fazia tempo que eu tinha enjoado dos filmes do James Bond. Se eu gostava quando eu era adolescente, hoje em dia acho muito bobos, do tipo “desligue o cérebro”. Pra se ter idéia, há pouco tempo aluguei 007 O Espião que Me Amava e nem terminei de assistir. E é um dos melhores da série.

Pelo que vi desse Quantum of Solace, a série não melhorou nada. O personagem ficou irreconhecível: vingativo, perturbado, que mata a rodo e ainda larga o corpo de um amigo na lata de lixo. A história, sobre um ditador deposto que quer recuperar seu país e conta com uma organização que de tão poderosa tem gente infiltrada até no Serviço Secreto britânico, é um horror. Assim como horrível é também o diretor, que não sabe nem filmar uma cena de ação (todas são fracas e confusas). E pra completar, a vinheta foi pro final do filme… E estão precisando trocar essa M, porque Judi Dench não faz nada além de agir como uma mãezona que dá umas palmadas no filho desobediente mas depois passa a mão na cabeça dele.

De bom mesmo, só a música de abertura, Another Way to Die (Jack White & Alicia Keys), porque nem a abertura presta.

Na verdade, foi melhor assistir a essa bomba do que ficar em casa. Estávamos eu e o namorado passando uma tarde chuvosa no Shopping Higienópolis, sem nada pra fazer e voltar pra casa seria passar outro tédio…

Autre sémaine va commencer…

Postado em Cinéma et DVD, Des conjectures com as tags , em Segunda-feira, Outubro 27, 2008 por Fantôme

Eu não via a hora de acabar essa eleição. O Kassab não só ganhou como deu um baile na Marta.

Eleição em São Paulo é um dia perdido. Não dá para sair, ir a algum restaurante ou mesmo passear no shopping, simplesmente porque todo mundo tem a mesma idéia. Daí o trânsito congestionado, restaurantes com duas horas de fila de espera (ou mais). O jeito foi pôr uma carne pra queimar na grelha (que está precisando ser trocada) e botar um filme pra rolar.

Por que Eu? (Why Me?)

Comédia leve, bem babaca mesmo. Christopher Lambert (Highlander) oxigenado e Christopher Lloyd (De Volta Para o Futuro) são dois ladrões profissionais que conseguem assaltar uma joalheria para roubar uns diamantes e vendê-los depois. Por acaso também roubam um rubi muito raro que é motivo para muita confusão. A partir daí, desligue o cérebro. O roteiro é péssimo, os personagens uns débeis mentais e o final forçado e sem graça. Mesmo assim, o filme é movimentado e engraçadinho. É só não levar a sério que dá para curtir.

Les films

Postado em Cinéma et DVD com as tags , , , em Segunda-feira, Setembro 29, 2008 por Fantôme

Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda)

Esse é daqueles filmes que são super-badalados e ninguém sabe o porquê. É uma comédia policial movimentada, menos engraçada do que deveria apesar de ter Kevin Kline e dois ex-Monty Pyton no elenco: Michael Palin (fazendo um assaltante gago) e John Cleese (que parece mais o Ronnie Von). É a terceira vez que eu assisto e ainda não consegui entender por que esse filme era tão comentado. Bom, vai saber…

O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby)

Mais do que mostrar a tolice de como seria se o Diabo gerasse um filho à la Jesus Cristo, é um filme pesado, amargo, sem um final feliz e que faz pensar aonde pode chegar o fanatismo religioso. Só os ateus que não se assustam.

As Bruxas de Eastwick (The Witches of Eastwick)

Daqueles filmes que eu adorava quando era adolescente e hoje não acho a menor graça, sobre três mulheres que conseguem desejar qualquer coisa quando estão juntas e acabam conquistando o homem que julgariam ideal, mas que se mostra um bruxo maluco e vingativo (e de pau torto, segundo uma delas). É um filme que ficou datado, não tem mais graça hoje e já estou doando meu DVD. E pra completar,Jack Nicholson parece  que ainda não saiu do set de O Iluminado e Cher é melhor cantando Believe do que como atriz.

Desejo de Matar II (Death Wish II)

A lógica é: se você conhece Paul Kersey, fique bem longe dele. Se passar por ele, finja que não o viu. Ou você corre sério risco de vida. Tudo bem que você vai ter sua morte vingada pelo próprio, sob a alcunha de vigilante, porque contar com a polícia e com um sistema judiciário falho é que não dá. Mas o melhor mesmo é continuar vivo e bem longe dele.

Un livre et trois films

Postado em Cinéma et DVD, Des conjectures em Segunda-feira, Agosto 18, 2008 por Fantôme

The God Delusion (Deus, um Delírio)

Apesar de não ser meu tipo de leitura, resolvi comprá-lo e já cheguei na metade.Eu tenho uma certa curiosidade pelo Richard Dawkins, um biólogo inglês que faz militância contra qualquer tipo de crença e a favor do ateísmo e da ciência. O livro é de uma pretensão assustadora: que todo mundo se torne ateu ao final da leitura. Para se ter idéia, existe até no final do livro uma longa lista de grupos de apoio para quem quer se livrar da religião, da mesma forma que existe os Alcóolicos Anônimos. E nem adianta escrever para o autor ameaçando com castigos divinos, mostrar o que está na bíblia, dizer que ele vai pro inferno ou coisas do tipo. Todas essas coisas já estão agrupadas logo no começo do livro, numa espécie de FAQ onde ele já tem todas as respostas.

Astérix et Obélix: Mission Cléopatre

Outro filme tipo Sessão da Tarde. Dá para rir um pouco, mas as piadas são chatas e repetitivas, a maioria delas envolvendo a tal poção mágica que dá uma força descomunal. Outras fazem referência a vários filmes, do tipo O Império Contra-ataca, Matrix e Titanic. Além disso, a história mostra uma incoerência: os gauleses vivem surrando os romanos e negam-se sempre a se entregar a eles, e agora aparecem construindo um palácio para Júlio Cesar. E a seqüência onde todos os operários, depois de tomar a poção, começam a dançar I Feel Good, é a hora em que se vê que não dá para levar esse filme a sério.

La Gran Aventura de Mortadelo Y Filemon

A caracterização dos personagens de Francisco Ibañez, perfeita, chama mais a atenção do que o filme em si, que não tem metade da graça dos quadrinhos (embora populares na Espanha, não saem há uns vinte anos no Brasil). A história é muito boba, e todos os personagens, mesmo os secundários, têm cara de débeis mentais.

Espero que o segundo filme, que está para sair, seja bem melhor.

Distante do Paraíso (Far From Heaven)

Filme que mostra como é foda ter que viver de aparências e lidar com o preconceito. Na década de 50, existe uma família aparentemente feliz, com uma mulher organizadora de eventos casada com um executivo bem-sucedido e com dois lindos filhos. Até aí tudo bem. Só que o cara é gay e a mulher se envolve com um negro, quase uma sentença de morte na época – e ainda hoje é motivo de muita discriminação. O problema é que o filme é morno, fraco, e no final quase dá para ouvir a mulher se perguntando “o que é que vai sobrar pra mim?”. Além disso, o diretor forçou demais a barra: não só a ambientação é da década de 50, mas até os letreiros iniciais, créditos (com direito ao The End), passagens de cena, o cartaz do filme e até uma projeção de fundo durante uma cena de passeio de carro. Mas pelo menos para os gays o final é feliz.