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Qu’est-ce que je fais avec toi?

Posted in Des conjectures, Notre vie à deux on Sábado, Abril 11, 2009 by Fantôme

Achei engraçado o dia em que você falou que teve pesadelos, sonhando que eu estava te enganando com um menino que eu conheço de vista. E já que eu tinha que aguentar você falando dos seus amigos, então eu também comecei a falar dos meus. E aí você não aguentou. Começou a se sentir traído, passado pra trás, sei lá.

Mas que diabos, a gente não era só amigo? A gente já não era ex, já tinha terminado? Pelo menos foi o que você disse na primeira vez que eu lhe perguntei. Ainda assim, porque você perguntou se eu falei de você para um colega no trabalho gay assumido, como se eu tivesse alguma obrigação. Só pra saber sua resposta, eu ainda disse:

- Não falei de você pra ele porque eu não sabia como que eu ia te definir. Como é que eu te defino para ele?

(momento de dúvida seu)

- Amigo. Porque pra ser namorado tem que ser fiel, não acha?

Ok, tudo continuava na mesma. E isso foi antes de eu conhecer e me interessar por aquela pessoa. Não em pensando namoro – podia passar sem isso por um bom tempo – mas alguém pra bater um papo. E mesmo assim, você começou a se sentir traído. Aí, depois de um tempo, fiz a mesma pergunta de novo. Sua resposta foi: “namorado”. Agora virei namorado de novo?

E enquanto eu escrevia este post, fui olhar a foto dele. E não é que você tinha renomeado a foto como “VAI A MERDA”? E como eu quase não acessava aquela pasta, só agora que eu fui ver. Que foi, ficou com ciúmes? Só sei que eu tenho uma pergunta a fazer…

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O quê é que eu faço com você?

We are sorry, really?

Posted in Des conjectures, Notre vie à deux on Terça-feira, Abril 7, 2009 by Fantôme

Eu acho incrível de como o mundo dá voltas em tão pouco tempo. Sábado passado mesmo, eu estava te pagando um almoço, e nem me importando com o valor da conta…

Bem no primeiro dia deste ano, eu ouvi coisas bem horríveis de você. Dizendo que ia morar sozinho. Que ia receber seus amigos, ia fazer coisas que bem entendesse, e que se por acaso eu quisesse te acompanhar, teria que seguir as suas regras. Isso incluía dormir fora de casa quando você bem entendesse. E eu não estava com moral para fazer qualquer exigência. Afinal, como disse você, eu ”quebrei o encanto” (e não dava para ser menos piegas?)

Além disso, disse que queria viajar sozinho, e que eu teria que merecer sua companhia de novo. Eu estava fora da sua vida. Não totalmente fora, já que continuamos morando debaixo do mesmo teto. Mas você ia viver sua vida do jeito que sempre quis, ou achou que sempre quis. Começou a fazer coisas que eu nunca aceitava. Pelo menos uma coisa eu aprendi: a parar de me importar tanto com você. Você não é mais criança, eu nunca fui seu pai. E agora só vou me importar com suas besteiras quando elas também me atingirem.

O que eu achei engraçado foi você não me deixar conhecer seus amigos, e mandar que eu procurasse os meus. Mas ainda assim, ter que ficar ouvindo o tempo inteiro sobre eles. Pra que eu tenho que saber da vida de uma pessoa que eu não podia nem sequer conhecer? Tava pensando que eu era o quê? Plateia? Tou fora. Nunca fui plateia pra ninguém.

E justamente por não ser plateia, não queria saber das viagens que você vai fazer sozinho, dos caras que você queria transar,do que você ia fumar ou beber daqui em diante. Daí, um belo dia, eu resolvi ficar em casa, porque foi melhor dormir do que aguentar suas conversas. E dormi muito bem, um fim de semana inteiro. Logo veio o resultado: você ficou com falta de ter com quem falar e brigou comigo, já que eu estava de saco cheio de ter que saber da sua vida.

Daí comecei a fazer exatamente o que você queria que eu fizesse: fui viver minha vida, procurei meus amigos, lutei para ganhar meu dinheiro no lugar daquele emprego micado que eu tinha. E deu certo. Arrumei outro emprego. Conheci pessoas novas. Aprendi coisas novas. Parei de gastar dinheiro com besteira e dei um rumo à minha vida. E valeu a pena. E também parei de falar de você para outras pessoas.

Mas e quanto a você? Hoje a gente mal se vê. Mal passamos duas horas por dia juntos. Você agora tem toda a liberdade para fazer o que sempre quis. Mas por que você fica em casa na maior parte do tempo, quando volta do trabalho? Enfornado na TV, no DVD e no PC, quando podia estar por aí bebendo, fumando maconha e saindo com gente que eu sempre abominei na minha vida? Afinal, passei 11 anos ao seu lado, e não fui capaz de fazer justiça a tanto tempo de namoro, pelo menos não do jeito que você queria.

Não estou me isentando de culpa. Sei o quanto eu fui culpado por esse namoro ter acabado. Eu traí, fiz coisas que te magoaram e nunca fui digno de todo o amor que você me deu. Te decepcionei, te magoei, você chorou muito por minha causa. E estava apenas levando o troco por tudo que eu fiz.

Então, por que você agora me liga? Me abraça, me beija, me compra presentes e fala que me ama tanto? Por que não me chama mais de ”ex” e nem diz que a gente terminou, como fazia antes? Por que você está tão carinhoso comigo, depois de tudo que aconteceu? Me chama para almoçar, faz planos para meus dias de folga, e principalmente, diz que não consegue viver sem mim, nem me esquecer para ter sua própria vida? Vai a lugares que eu gosto e que você nunca gostou, em vez de impor os seus? E ontem mesmo, disse pra eu não arrumar outro emprego, para sobrar um pouco de mim pra você?

Acho que é porque eu sou a única pessoa que realmente esteve presente em muitos dos momentos da sua vida. Amigos vieram e se foram, mas eu fiquei. Agora quer que eu lhe chame de ”namorado” de novo. Eu não me sinto tão à vontade para isso quanto antes. Alguma coisa mudou em mim. Não sei o que é, mas espero que eu não volte mais a ser como eu era antes.

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De uma coisa eu sei: eu não preciso provar para você que, mesmo com toda essa crise, o quanto eu te amo. E que cada um tem sua parcela de culpa. Mas eu não chamo isso de ”recomeço”, porque pra mim nada acabou, apenas mudou de nome e de cara. E eu te amo muito. Nunca se esqueça disso.

STOP

Posted in Des conjectures, Notre vie à deux on Sábado, Dezembro 13, 2008 by Fantôme

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Ça suffit!

Essa semana que passou foi a gota d’água. Do jeito que estavam indo as coisas, eu não sei como que isso ia terminar. Mas certas coisas estavam se tornando insustentáveis.

Foram muitas brigas, discussões, mágoas, traições, ciúmes, segredos para os dois lados, até que chegou o dia em que precisamos tomar uma decisão. De tudo concluímos duas coisas: estivemos muito tempo fora de sintonia. Ele querendo uma coisa, eu outra. E exigindo coisas que eu nunca fui capaz de dar. Apesar de ser complicado, e eu ainda estar acostumando com essa idéia, resolvemos dar um tempo. Eu já vinha pedindo isso, ele sempre negou, mas agora entendeu.

There is no more love, in this whole world, there is no more love…

Para chegarmos a tal decisão, passamos meia semana longe um do outro. Ele viajou, eu fiquei. Ele pensou muito no que eu sou para ele, eu nem parei para pensar nisso porque já estava deprimido o suficiente. Fui trabalhar deprimido, tive crises de raiva, quase chorei na rua. Ele ficou lá, cool, fazendo coisas que eu nem imaginaria que ele seria capaz, e foi feliz durante esse curto tempo.

E agora, o que vem? Continuamos amigos, mas uma amizade colorida. E vivendo debaixo do mesmo teto. Foram 11 anos de namoro, que não se jogam fora assim. Ele vai seguir com a vida dele, e eu com a minha. Eu não vou invadir o espaço dele, ele não vai invadir o meu. Ele vai encontrar seus amigos, eu fico em casa na internet. Ele vai curtir suas ervas, eu meus chopes. Ele vai aos restaurantes caros que tanto gosta, eu vou comer frango assado ou marmitex do boteco. Enfim, cada um na sua, apenas marcando presença na vida do outro. Eu aprendi que tenho ao menos três coisas para oferecer: amizade, companheirismo e sexo. E tenho certeza de que ele não quer perder isso.

Quanto a mim, sei que terminou a fase das mágoas e começou a das incertezas. Eu tenho que me segurar ao pouco que me resta nessa vida. Meu trabalho, que vai ter uma mudança radical pro ano que vem. Minha família, que se resume a minha mãe e uma prima. Uns poucos amigos, que raramente vejo porque moram fora de São Paulo. E, claro, à pessoa mais amiga que encontrei nesta vida, a primeira que me compreendeu de verdade. Eu ainda estou me acostumando com essa idéia de “amizade colorida”, vai levar tempo para eu conseguir digerí-la depois de tanto tempo de namoro.

E encerro este post que foi um dos mais sinceros que eu já escrevi. Vou deixar aqui uma música que é a que melhor tem me definido.


CARA VALENTE (Maria Rita)

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir…
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe…

Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não…

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas…

Retour des cendres

Posted in Cinéma et DVD, Ma vie privée, Notre vie à deux com as tags , , on Domingo, Novembro 30, 2008 by Fantôme

Fiquei o mês quase todo afastado desse blog. Uma semana sem internet, graças ao belo serviço prestado pela Telefônica que quase fez com que a gente assinasse Vírtua. E também por ter passado por uma das piores crises no meu namoro. E pela pior semana desse ano, e uma das piores da minha vida.

Eu não vou entrar em detalhes porque interessam somente a mim. Concluí dessa história que nem sempre é bom falar a verdade, mas sim o que o outro quer ouvir, para não ter que ver cenas de ciúmes, mágoas e chiliques, além de muita raiva e um monte de promessas que só quem acredita em Papai Noel acha que vão ser cumpridas. O melhor mesmo foi deixar as coisas como estão.

Para coroar minha semana, rondou o perigo de mais uma internação, mas felizmente alarme falso. Só que estou com o rosto inchado – e não foi de nenhuma briga. Meu último exame de sangue também está um desastre. Só quero ver o que meu médico vai inventar agora…

Filmes? Bom, não vi nenhum que prestasse durante o mês inteiro. O melhorzinho foi Piaf, um Hino ao Amor. Fraquinho, mas bem feito e com ótima interpretação, bom para saber um pouco mais sobre Edith Piaf. Ray é um lixo, apesar da ótima interpretação do Jamie Foxx. Scar 3D, UMA ENORME PORCARIA. Um filme de terror adolescente tão ruim e mal-feito que nem os efeitos em 3D funcionavam. Nas cenas mais escuras, a imagem fica toda borrada mesmo com os óculos. Dinheiro jogado no lixo.

Ontem eu vi A Duquesa. Não é tão ruim quanto os outros que eu vi, mas muito água-com-açúcar, com uma história melosa sem final feliz. Aliás, queria saber o que anda acontecendo nos cinemas de São Paulo: tanto no Scar quanto nesse, tinham menos de vinte pessoas na platéia.

Enfim, esse mês foi horroroso. E o meu natal vai ser o tédio de sempre. Mais um ano que eu não vejo a hora de terminar logo…

Notre vie à deux – le premier cadeau

Posted in Notre vie à deux com as tags , , , on Quinta-feira, Junho 12, 2008 by Fantôme

O dia dos namorados foi meio chocho, com meu namorado viajando para os cafundós do interior paulista, mas voltando vivo e bem (o vôo era da TAM e desceu em Congonhas… medo). E eu trabalhando em outro cafundó, tão longe que até de trem demora. E terminou com um jantar num lugar onde geralmente só comemos sobremesa. O que a fome não faz…

Por conta do dia, vou começar uma nova série aqui, contando algumas coisas curiosas desses 11 anos de namoro:

Le premier cadeau

Eu acho que isso rolou no começo de 1997. Numa época em que não existia gravador de CD e MP3 ainda estava engatinhando, o negócio ainda era trocar fita cassete pelo correio. E a gente nem se conhecia, eu nem sonhava com qualquer possibilidade de namoro e morávamos a quase 700 km de distância. Mandei uma fita com algumas músicas de puro grado, sem querer nada em troca. Já ele, não sei quais suas intenções, porque mandou logo duas.

Perguntei se ele tinha, ou sabia de alguém que tivesse, o CD Back In Black do AC/DC, já que eu tinha perdido minha fita. Ele disse que ia ver, mas em vez de gravar, o que fez? Comprou logo o CD. Dois. Um para ele e outro para mim. E chegou no ICQ contando: Eu comprei um CD para um amigo que faz aniversário.

Tá certo… meu aniversário só seria dali a cinco meses, mas foi a única desculpa que ele conseguiu arrumar. Eu ainda não conhecia sua capacidade enorme de dar presentes para pessoas que nem conhece. E quando contei para um amigo meu, para quem eu tinha recentemente saído do armário, ele apenas disse: esse garoto está querendo coisa.

Enfim, o CD chegou e curti demais. Depois eu continuo.