Black Dog

Posted in Des conjectures, Gastronomie com as tags , , , on Sábado, Agosto 8, 2009 by Fantôme

Voltando do trabalho, eu quase sempre passo de ônibus em frente ao Black Dog da Joaquim Eugênio de Lima. E ontem me deu a louca de ir lá. Eu estava resistindo à ideia de ir lá, por um simples motivo: o Black Dog para mim era uma grande lanchonete que se descaracterizou. Os lanches ficaram caros, a salsicha longuetti saiu do cardápio, e depois que puseram aqueles combos com batata frita e refrigerante, além de hamburguer, é que eu parei de ir.  Vamos combinar, de McClones já estou cheio.

O público, basicamente de adolescentes pré ou pós-balada, não mudou. O ambiente é tranquilo, considerando ser um fast-food e pelo fato de ficar bem em frente aos barulhentos Café Creme, Prainha e Eugênio’s. O serviço também é rápido e atencioso: faltou pimenta no pote, e logo trataram de trocá-lo. O lanche é aquilo: continua ótimo, mas nem sombra do que foi um dia. Não perguntam mais que tipo de pão o cliente quer, se não falar nada é baguete de queijo sem prensar. O que pra mim não fez diferença, é o melhor pão da casa. E eu gosto daquela crosta de queijo parmesão crocante.

Pedi um Maximus, com um dito molho picante, mas que não senti diferença nenhuma. Tirando a maionese, cheddar e requeijão, que eu odeio, deixei que viessem todos os ingredientes disponíveis. O lanche realmente estufa. Já as batatas fritas precisam melhorar, porque continuam tão salgadas que são desaconselháveis para quem tem pressão alta. E quando vi os refrigerantes disponíveis, na hora lembrei de um certo blog cujo autor deve odiar restaurantes que só servem Pepsi e derivados. Só tinha Pepsi, Soda, Guaraná Antarctica e H2OH. Cerveja, só Skol e olhe lá, uma das que eu mais odeio.

Embora eu prefira o Black Dog dos velhos tempos, gostei de ver como ele está hoje.

Luluzinha Teen #3 – A Serpente dos Ovos de Ouro

Posted in Bande desinée, Des conjectures com as tags , on Sexta-Feira, Agosto 7, 2009 by Fantôme

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Bem, nem vou contar a história desse terceiro volume. Tem um texto no Cultureba que já foi repetido em vários outros blogs. Só vou dizer que esse terceiro número foi decepcionante. Começou bem, mas o final está ficando muito clichê.

Como a história caminha para seu desfecho, as várias pistas falsas e todo aquele mistério dos dois primeiros números estão se resolvendo. Luluzinha, de tanto se meter aonde não é chamada, pôs sua vida e a de seus amigos em risco. É mais um caso de vilão com trauma de infância que depois de crescido resolveu se vingar, que apareceu do nada e quer dominar tudo. Nada de original. Quantos filmes e até mesmo novelas da Globo já não vimos com a mesma coisa? Bem, agora que já se sabe quem é o Bombz e quais são suas intenções, resta saber o que fazer para derrotá-lo. A série está acabando, e mês que vem sai o último capítulo.

De doer mesmo é a Glória aparecer se escondendo atrás de uma revista Atrevida, com capa e tudo.

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Aproveitando o assunto, comprei também a Turma da Mônica Jovem 12. E já estou perdendo a paciência com essa revista. A história dos últimos dois números (“Ser ou Não Ser”), que mostra um Cascão jogador de futebol sendo perseguido por robôs, é ridícula, com argumento ruim e final pior ainda. A revista, que parecia promissora nos primeiros números, ainda não corrigiu seus erros (no máximo, deixou de mostrar os personagens no passado), e está com histórias cada vez piores. Antes de comprar o próximo número, eu vou dar uma boa olhada na banca antes, para não enterrar de novo meu dinheiro.

Bye Bye, That Morning After

Posted in Des conjectures, That Morning After on Segunda-feira, Agosto 3, 2009 by Fantôme

That Morning After era um blog que eu comecei a fazer no começo desse ano.

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Era um blog mais positivo, mais otimista, mais alegre, onde eu procurava relatar apenas alguns momentos bons da minha vida, por mais simples que fossem. Nunca fiz questão de divulgá-lo, era apenas para mim, e nem atualizava muito. Por isso que mesmo com seis meses de vida, escrevi apenas 12 posts.

Resolvi acabar com ele porque não fazia sentido manter dois blogs mais um twitter, sendo que eu não tenho assunto para tanto. Peguei os posts dele e os incorporei a este blog, mantendo data e hora originais, para não que eu não me esquecesse deles. E os deixei marcados na categoria “that morning after”.

Houve um momento em que eu pensei em acabar com este À Coeur Ouvert e ficar só com o outro. Mas eu não aguento ficar sem dizer certas coisas, por isso a melhor saída foi fundir os dois e continuar com este.

Esfihas Effendi

Posted in Des conjectures com as tags , , , on Quinta-feira, Julho 30, 2009 by Fantôme

Taí uma lição que eu nunca aprendo: se a Veja fala bem (ou a Folha, Josimar Melo, whatever…) falam bem, não vá. Serve para qualquer coisa: restaurantes, filmes, peças de teatro, qualquer coisa. Se o lugar tiver um quadrinho da Veja, falando bem “a melhor (categoria do lugar) de São Paulo”, corra. Com certeza não presta.

Esta semana mesmo tive mais uma dessas amargas experiências. Fui parar uma arapuca chamada Effendi, uma dessas casas de esfiha perdidas numa rua escondida na Luz. Chegando na porta, deu vontade de sair correndo. Parece bar de bêbado, daqueles que quando avança a hora só vai cachaceiro. É desses bares com azulejos amarelados, mesas velhas. A estufa, vazia, tem cara de que não é ligada há anos. É daqueles lugares que pedem urgentemente uma reforma, mas que parece que o dono não está nem aí e só quer lucrar.

Bom, pedimos os pratos. Quando chegou a esfiha de queijo na mesa, só pensei: “pelo-amor-de-qualquer-coisa”. Pensei duas vezes antes de comer, me certificando se não tinha fio de cabelo no meio. Já que estava pagando, tive que comer. Pelo menos deu pro gasto.

Daí chegou a kafta. Verdadeira jesus-me-chama de tão gordurosa. Óleo puro. Claro que eu comi, mas agradeci muito por meu trabalho incluir plano de saúde entre os benefícios, porque do jeito que a coisa vai, vou logo precisar de um transplante de fígado.

No final, fui usar o banheiro pra lavar as mãos. O banheiro, surpresa: tinha que atravessar um comprido corredor, proibido para quem sofre de claustrofobia. Ao final do corredor, dava para ver a cozinha, cuja visão me fez me arrepender ainda mais de ter aceitado ir naquela espelunca. O banheiro era fora do, digamos, restaurante. Tinha que atravessar um corredorzinho a céu aberto para chegar. E era tão sujo que não tive coragem de entrar, só lavei as mãos e saí correndo.

E na hora de pagar a conta, o fato que me motivou a escrever este post – afinal, se eu não tivesse que pagar para comer naquele lugar horroroso, ficaria quieto. Não aceitavam cartão de crédito nem Visa Electron, o que me fez gastar metade do que eu tinha no VR. E o valor que eu fui obrigado a gastar, eu pagaria três dias de almoço num boteco aqui perto de casa, só para aumentar minha raiva.

E de raiva, no dia seguinte eu fui no Habib’s…

O vento que inflama… o seu bolso

Posted in Des conjectures com as tags , , , on Domingo, Julho 26, 2009 by Fantôme

Em 5 de outubro de 1997, eu vim morar em São Paulo, começar nova vida. Já naquele domingo, fui levado pelo namorado e mais um amigo para o Vento Haragano, onde tive o prazer de conhecer uma das melhores churrascarias que eu já fui na minha vida. Desde então, voltei poucas vezes. Desde aquele domingo, esta foi minha quarta vez.

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Aliás, quarta e última. Fiquei impressionado de como uma churrascaria tão cara pode ter caído tanto de qualidade. Atendimento ruim, serviço desatencioso, as carnes sem qualidade. No buffet, alguns pratos pareciam sobras de fim de festa. Não tinha quase nada de bom, e o que tinha parecia congelado.

Já na entrada, o mico: uma menina nos atende com um enorme vestido, parecendo fantasia de fada-madrinha. Pegamos uma mesa de canto, num salão quase vazio para um sábado à noite. Fomos ao buffet, e como não tinha nada que prestasse, acabei pegando um carpaccio, simplesmente o pior que eu já comi na minha vida. Congelado, cheio de gelo e não tinha gosto de nada.

Ok, ok… eu sou defensor ferrenho da teoria de que quem vai à uma churrascaria, é para comer carne. Coisas como saladas, massas, feijoada, sushi e camarão existem nesses buffets para agradar quem não gosta de carne e foi na churrascaria de obrigado. Mesmo assim, tendo em vista o que o Vento cobra, o buffet deveria ser no mínimo apresentável.

Ao sentarmos, começaram a passar as carnes. Os garçons simplesmente ignoravam os dois avisos “Não, obrigado” na mesa e atrapalhavam o tempo inteiro, oferecendo carnes. Como o carpaccio estava mesmo intragável, acabei mudando o meu aviso, coisa que não faria a menor diferença. Peguei um coração de frango, que eu adoro, mas que estava passado demais. Depois compensaram passando uns melhores.

E o resto aquela sequência de carnes que todo mundo conhece: picanha (ótima), cordeiro (passado demais), linguiça apimentada (meia-boca), frango (o primeiro ótimo, o segundo borrachudo), alcatra, fraldinha, maminha e várias outras. Destaque para um peixe que não lembro do nome, mas de tão ruim deixei mais da metade.

No final, pagamos a conta, sem sobremesa, sem cafezinho e espantados de como que aquela que já foi uma das melhores churrascarias de São Paulo pode ter caído tanto. E com a promessa de nunca mais voltar.

Vou demorar para ir à uma churrascaria de novo, já que eu fico lotado e sem fome o dia seguinte inteiro sempre que eu vou. Mas juro que quando for, vai ser no Tendall, que é fraquinha mas cobra um preço honesto.

Et si je serais hétéro?

Posted in Des conjectures com as tags , , , on Segunda-feira, Julho 20, 2009 by Fantôme

Abri o Yahoo! Respostas, e vi uma pergunta interessante, embora tivesse vindo de mais uma daqueles fakes descocupados que infestam a categoria GLBT:

Como seria a vida de vocês, caso fossem héteros?

Em vez de dar àquela maluca a resposta que ela merecia, resolvi ter paciência para respondê-la. Isso porque todo gay acaba tendo que responder essa perguntinha miserável umas quinhentas vezes na vida. Então vai minha resposta:

Vocês é que fazem muito terrorismo em cima da vida de um gay ser tumultuada por causa do preconceito. Pois bem, é tão normal quanto a de qualquer outra pessoa. O preconceito existe sim, mas o que conta é a forma de como a pessoa lida com ele.
Me dá calafrios só de pensar se eu fosse hétero. Teria que aguentar pressão da família para arrumar mulher, casar, ter filhos, porque se demorasse muito iam achar que eu sou gay, que tou arrumando mulher só pra disfarçar (estou sendo irônico, mas homem que demora muito pra casar leva essa fama).
Daí beleza, vou casar, ter filhos, vou ter que aguentar todo dia uma mulher que com o tempo vou achar um porre, ter que arcar com um  mundo de responsabilidades como pagar médico, escola (depois faculade), ter que levar filho pra passear no fim de semana. Tudo que eu gastar vai ser multiplicado
no mínimo por três: se saio pra passear, ou conhecer um restaurante, ou viajar, coisas que eu adoro, vou ter que carregar esse fardo extra, sem contar o fato de que mulher e criança gastam pra cacete.

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Definitivamente, essa vida não é para mim.

Daí passa o tempo: vou ficar velho, e lá vou eu me separar, ou arrumar outra, ou continuar com a mesma. Os filhos casam, saem de casa, e raramente visitam o pai – muito mal, para trazer os netos naqueles almoços de domingo que eles com certeza vão achar um saco, mas têm que ir porque senão levam bronca em casa.
Se minha mulher morrer antes, eu vou ficar sozinho, ou então procurar companhia na internet ou num desses bailes tipo Cartola Club. Isso porque meus filhos vão lá ter a vida deles, e raramente vou conseguir vê-los. Ou pior ainda, se eu caducar, vão me jogar num asilo. Onde eu vou ter tempo de sobra para lembrar a droga de vida que eu escolhi para viver, em vez de ter aproveitado mais, só para cumprir uma “obrigação” da sociedade.
Bem, isso é o que ia acontecer se eu fosse hétero.

Luluzinha Teen #2 – Balada, Confusão e Beijos Roubados

Posted in Bande desinée com as tags on Domingo, Julho 19, 2009 by Fantôme

Eu vou acabar mordendo a língua e falando bem de alguma coisa nesse blog. Não tão bem assim, já que o segundo número da Luluzinha Teen ainda tem algumas falhas. Mas vou confessar que tou curtindo demais a série.

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Uma coisa bem interessante na série é o jeito de contar a história. Para não ficar cansativo, o desenrolar da história é por núcleos, como se fosse uma série ou uma novela. Uma hora aparece a Luluzinha, outra hora o Alvinho, outra hora a Aninha e assim sucessivamente.

Entretanto, as falhas nos personagens continuam incomodando. Juca e Zeca sumiram de vez, foram trocados por uns tais Felipe e Alexandre. O Carequinha pode dar a mão ao Cebolinha, já que também detesta ser chamado pelo antigo apelido. Prefere agora ser chamado de Iggy, que na verdade é o nome original do personagem. Embora ele esteja com cara de bandido, é de longe o personagem que mais se parece com o original. Plínio Raposo continua o filhinho de papai que sempre foi, e nunca foi flor que se cheire. E por isso mesmo. fazer com que ele vire mestre-de-cerimônias de uma festa é de doer. E essa Glorinha fashionista é uma personagem que poderia ser riscada, já que ainda não convenceu.

Neste segundo capítulo, o núcleo que melhor se sobressai é o do Alvinho, um personagem realmente ativo, que depois de quase morrer afogado no primeiro número, pode ajudar a solucionar o mistério da história. Bolinha dá mais as caras, mas tudo que ele faz é relativo à banda dele, inclusive se apaixonando pela vocalista, o que deixa Luluzinha com ciúmes. E ainda com uma encrenca pronta, já que Leon demonstrou que gosta dela. De novo, o clímax da história (as páginas coloridas) acontece durante uma festa seguida de uma confusão.

E acho que eu sei quem está por trás do Bombz. A menos que haja uma reviravolta. Vou aguardar o próximo número.

Domingo

Posted in That Morning After on Domingo, Julho 19, 2009 by Fantôme

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Pode ser que eu não saia de casa, não vá ao cinema, não coma uma pizza e fique em casa o dia inteiro.

Talvez chova muito, faça um frio daqueles e eu fique debaixo do edredom o dia inteiro.

Posso nem passear, tomar um café ou comer uma sobremesa.

Mas o domingo amanhã é meu, e vou aproveitar para descansar o máximo. E tirar o máximo de proveito desse dia.

Luluzinha Teen #1 – Rock, Verdades e Webcam

Posted in Bande desinée com as tags on Sexta-Feira, Julho 17, 2009 by Fantôme

Como eu havia dito, eu ia acabar comprando a revista da Luluzinha Teen e Sua Turma. Embora eu ainda não tenha conseguido engolir tanta deturpação com personagens que fizeram parte da minha infância, resolvi engolir a raiva e comprar, para ver o que tinha de bom. Até porque já saiu o número 2.

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Como eu já disse, os personagens não se parecem nada com os originais, e a série está sendo muito criticada em blogs americanos, com comentários até de brasileiros. Um deles chegou a dizer que se não aparecessem segurando uma foto na capa de como eles eram antigamente, jamais seriam reconhecidos. Também, não é pra menos. As diferenças mais gritantes são:

- Luluzinha mudou pouco na personalidade, continua muito esperta e sempre disposta a ajudar e resolver tudo que acha errado. Mas tá parecendo mais a Pitty do que aquela menina de cabelos cacheados.

- Bolinha, que era um menino gordo e comilão, emagreceu e é o mais descaracterizado. Não toca mais violino, virou guitarrista de uma banda de garagem. Aliás, ele mal aparece. Pelo menos nesse primeiro volume, só mostra suas trapalhadas quando teima em ser vocalista da banda que criou, já que canta muito mal, e vez por outra aparece ao lado da Lulu, só isso.

- Gloria era uma menina chata e interesseira, que só namorava o Plínio por causa do dinheiro dele e vivia dando fora no Bolinha. Agora virou fashionista, muito amiga da Lulu e sua consultora de moda particular. Já nesse primeiro volume, ela mandou o Plínio passear (mas ele deu o fora antes) e se interessou por outro. Ela e o Bolinha parece que nem se falam mais.

- Aninha virou uma nerd viciada em tecnologia, tão viciada em jogos virtuais que mal presta atenção na vida lá fora. Nos jogos virtuais, tem que fazer papel de menino, para ser aceita num grupo e lutar  - as meninas só podem mesmo virar gueixas e fazer chá. Seria isso um sinal de que ela pode ser lésbica?

- Alvinho (que ganhou o apelido de “Loro”) era só um menino chato. Pois agora ele ganhou destaque, virou surfista e pensa mais em praia do que em escola. Luluzinha, de certa forma, continua sendo sua babá, só que em vez de contar histórias da Pobre Menininha, tem que ajudá-lo na escola e a se livrar das encrencas que ele se mete.

- A turma morava numa cidadezinha típica norte-americana. Pois agora moram no litoral, na fictícia cidade de Liberta, e o que tem para se fazer lá é mesmo a praia e um clube chamado Livre. Estudam numa escola chamada Unida. Talvez Dona Marocas já tenha morrido ou se aposentado.

- Foi criado um número enorme de personagens secundários, como Jet e Teo (amigos do Alvinho), Diana (mais parecida com a Gloria de antigamente), Leon (da escola iNova, rival da Unida), entre outros, o que deixa a história confusa. Os amigos do Bolinha (Juca, Zeca e Carequinha) ficaram relegados à banda e mal aparecem.

Os principais pontos que fez com que a revista se tornasse alvo de críticas são esses. Mas se comprei, é porque estava a fim de ver qual era a da história. E concluí que a história era boa e a série teria futuro se não fosse tão oportunista.

Rock, Verdades e Webcam

Nesse primeiro número, após uma breve apresentação dos personagens, ficamos conhecendo a escola Unida. Após a aula, Leon faz uma apresentação de um trabalho voluntário de recuperação da escola iNova, de Vila Nova, um bairro pobre de Liberta. Os alunos da iNova são levados para conhecer a Unida, e não tarda muito para começar a rivalidade entre eles.

Um dia, a Unida aparece com as paredes pichadas, o que faz com que todo mundo jogue a culpa na iNova. Lulu tenta descobrir o que está acontecendo, quem está por trás disso e qual o interesse em jogar uma escola contra a outra. E vai descobrir sozinha, porque as aulas foram suspensas e todo mundo está mais a fim de saber de praia, inclusive do campeonato de surfe no qual Alvinho irá disputar, inclusive com gente da iNova; e do show da Pitty que irá acontecer à noite no Livre. Aninha tenta ajudar, através de seus amigos virtuais. No caminho, várias pistas falsas, reviravoltas e finais que deixam suspense para próximo episódio.

Pelo menos para este primeiro número, a revista saiu muito boa. Não é tão forçada quanto o começo da Turma da Mônica Jovem, não se prende ao passado como naquela revista e nem tem aquele ritmo lento dos mangás. Pelo contrário, apesar do traço confuso (vários personagens têm a mesma cara) e do excesso de personagens, toma algumas liberdades em relação aos mangás: a leitura é da esquerda para a direita e os momentos mais intensos são em cores.

Enfim, uma boa revista. Mas que poderia ser feita com personagens realmente novos.

Cine Marabá

Posted in Cinéma et DVD on Terça-feira, Julho 14, 2009 by Fantôme

Se tem um lugar que me dá preguiça de ir, é o Centro de São Paulo. Qualquer coisa que eu tenho que fazer e que seja lá, só de pensar, já dá desânimo. Acabo sempre adiando ou vendo se eu não poderia fazer o que eu tinha pra fazer em outro lugar.

Finalmente venci o desânimo e fui conhecer o Cine Marabá, cuja reforma eu acompanhei por alto, em outros blogs. Eu estava esperando passarem um filme que realmente me interessasse, porque odeio entrar em cinema pra ver qualquer coisa. Acabo saindo com raiva e a sensação de que poderia ter gasto meu dinheiro com coisa melhor.

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Cine Marabá (foto: blog “A Morte da Cinelândia Paulistana“)

Ok, admito: perto do que estava, o cinema melhorou muito. Só achei o lugar meio escuro e sinistro. E não entendi pra que três bomboniéres (uma na entrada e outra perto das salas, a terceira deve ser no andar de cima, não cheguei a ver) se o cinema só tem cinco salas. Fora isso, as poltronas são confortáveis, as telas grandes, o som Dolby Digital excelente. E a sala 1, onde eu fui ver o filme, é gigantesca.

Quando fui à bomboniére, lembrei por que eu não peço pipoca em cinema. Fiquei um bom tempo fazendo contas, vendo se era melhor comprar daqueles kits ou separado. Eu me recuso a pagar R$ 5 por uma Coca-cola média de máquina, e quase a mesma coisa por um saco de pipoca exagerado o qual eu não vou comer tudo, porque esfria. Acabei guardando meu dinheiro pra depois passar no supermercado, comprar pipoca de micro-ondas e uma Coca 2 litros e comer em casa, e assim gastar menos do que uma Coca média naquele lugar.

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O filme escolhido foi A Era do Gelo 3, em 3D. A história não pode ser mais surrada, basicamente se baseando nas trapalhadas da preguiça Sid, que encontra três ovos de dinossauro, pinta uma cara em cada um deles e resolve achar que eles são seus filhos (não sei por que, mas isso me lembrou o horroroso filme Náufrago, que me fez desistir de cinema por um bom tempo). Só que os bebês nascem e Sid não consegue controlá-los, ao mesmo tempo de que tem que lidar com a fúria da mãe deles, que aparece para pegá-los de volta. Acaba carregando Sid junto e levando-o para um vale de dinossauros no centro da Terra. O mamute Manny, sua esposa Ellie, que está grávida e o tigre Diego acabam indo atrás de Sid, e no caminho se metem em todo tipo de encrenca, contando com a ajuda de Buck, uma doninha maluca cujo maior prazer é irritar Rudy, o maior dinossauro da face da Terra.

O resto da história é a bobagem de sempre. O bom é deixar se levar pelo filme, que é muito intenso, aproveitando os recursos 3D quando cabem. Engraçado mesmo é aquele esquilo toda hora se metendo em encrenca por causa de uma noz – e ainda tendo que disputá-la com uma fêmea. Nessa disputa, acaba até dançando com ela uma versão tango de You’ll Never Find Another Love Like Mine do Lou Rawls.

No final, valeu ter conhecido o cinema e ter visto o filme. Minha dúvida é se o Marabá vai vingar depois da reforma, já que fica num trecho perigoso à noite e com uma vizinhança de lascar – entre eles, a cracolândia e os vários cinemas e teatros pornôs que infestam aquele pedaço horroroso do Centro.